Publicado 18/04/2026 15:17

Ayuso concede a Medalha de Ouro a Machado enquanto “o socialismo do século XXI está em festa em Barcelona”

Rejeita as “lições” daqueles que “dividem o povo” e que “até há menos de um ano eram cúmplices” do regime de Nicolás Maduro

Machado afirma que em Madri começa “o retorno” à Venezuela e prevê que “muito em breve” entregará as chaves de Caracas a Ayuso

A presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, concede a Medalha de Ouro da região à líder da oposição venezuelana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado.
COMUNIDAD DE MADRID

Rejeita as “lições” daqueles que “dividem o povo” e que “até há menos de um ano eram cúmplices” do regime de Nicolás Maduro

Machado afirma que em Madri começa “o retorno” à Venezuela e prevê que “muito em breve” entregará as chaves de Caracas a Ayuso

MADRI, 18 abr. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, concedeu neste sábado a Medalha de Ouro da região à líder da oposição venezuelana e Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, enquanto “o socialismo do século XXI está em festa em Barcelona”, em alusão à cúpula progressista à qual compareceram o presidente do Governo, Pedro Sánchez, e outros líderes latino-americanos.

Durante seu discurso após entregar a Machado essa distinção, a presidente regional deixou escapar que o evento realizado neste fim de semana em Barcelona foi convocado “quando ela sabia que este evento iria acontecer”. Além disso, destacou que praticamente “nenhum representante europeu” compareceu ao encontro de Sánchez com o presidente brasileiro, Lula da Silva, ou com a mexicana Claudia Sheinbaum.

“Dão-nos lições aqueles que dividem seu povo em uma suposta luta de classes, multiplicando a pobreza para que a culpa recaia sobre uma minoria rica e não sobre governos que, com suas decisões, afundam a economia das famílias e dos autônomos, aqueles que transformam a lembrança de cada um em memória imposta por lei de forma totalitária”, acrescentou Ayuso.

Nesse ponto, a presidente de Madri rejeitou as “lições” daqueles que “até há menos de um ano” eram “cúmplices” do regime da Venezuela e “ganhavam dinheiro com o sofrimento do povo venezuelano, sabendo que havia fome, desaparecidos e presos políticos maltratados”. Enquanto isso, Madri acolhia milhares de venezuelanos em busca de liberdade.

Em seguida, Ayuso voltou a criticar Sánchez por declarações feitas em Barcelona, nas quais ele encorajou a “fazer o que for preciso para defender a democracia”, ao que a presidente de Madri respondeu perguntando se essa defesa passa por ir contra a Justiça, a mídia e “corroer” o sistema público “como aconteceu na Venezuela”

DA VARANDA DO SOL, “A CASA DA LIBERDADE”

Mais tarde, Ayuso e María Corina Machado, acompanhadas pela filha de Edmundo González, Carolina, saíram à varanda da Real Casa de Correos, “a casa da liberdade”, que já havia sido, em ocasiões anteriores, palco de reivindicações libertárias na América Latina, segundo a presidente.

“Nesta praça, reivindicamos durante todos esses longos anos a liberdade do povo da Venezuela, de Cuba, da Nicarágua e de tantas nações irmãs. Nesta praça, levantamos a voz juntos contra as ditaduras, em representação dos milhões de pessoas que foram forçadas a deixar para trás sua terra, mas encontraram em Madri seu novo lar”, exortou Ayuso.

Diante de uma Puerta del Sol lotada de venezuelanos e entre gritos de “presidente”, Ayuso aventou que “a mudança chegará de forma imparável” à Venezuela e que Machado, “num dia não muito distante”, será a primeira presidente venezuelana da história.

“EM MADRID COMEÇA O NOSSO RETORNO”

Na presença de todo o Governo regional, Machado recebeu esta distinção “em reconhecimento aos méritos” da opositora venezuelana, “figura-chave” no país sul-americano “por seu trabalho incansável em prol da democracia, da defesa dos Direitos Humanos e da liberdade”.

Depois de receber das mãos da presidente a Medalha de Ouro, Machado transmitiu seu agradecimento a Ayuso e aos madrilenos, e expressou sua “imensa honra” por uma distinção que recebe em nome de todos os cidadãos “dentro e fora” de seu país que “arriscaram suas vidas pela liberdade”.

“Tinha que ser precisamente aqui, em Madri, onde sinto que esta tarde começa nosso retorno. A partir daqui começamos a preparar esta nova fase na qual milhões de nós retornaremos para construir juntos um país do qual todos nos sintamos orgulhosos de ser venezuelanos”, afirmou a líder da oposição.

Nesse ponto, Machado garantiu que, quando retornar à Venezuela para construir um novo sistema político ao lado do presidente eleito González, o fará também com os milhares de madrilenos no exílio, incluindo aqueles que vivem em Madri. “Sim, Isabel, eles vão voltar”, disse a Ayuso, a quem, da varanda do Sol, garantiu que em breve entregará as chaves de Caracas.

Antes de receber a Medalha de Ouro da região, Machado teve um encontro privado com Ayuso na sede do Governo regional e assinou o Livro de Honra da Comunidade de Madri, onde expressou sua gratidão aos madrilenos por terem “acolhido milhares de venezuelanos”. “Em breve receberemos muitos de vocês em uma Venezuela livre”, acrescentou.

RECONHECIMENTO A EDMUNDO GONZÁLEZ

Por sua vez, Edmundo González também foi homenageado com a Medalha Internacional. No entanto, o candidato presidencial venezuelano não pôde comparecer ao evento devido a problemas de saúde, e foi sua filha Carolina quem recebeu o prêmio das mãos da presidente regional.

Assim, González foi homenageado com a Medalha Internacional “como gesto de cortesia, reconhecimento e respeito dos cidadãos da Comunidade de Madri” e considerando-o como “presidente democraticamente eleito da Venezuela nas eleições presidenciais de 28 de julho de 2024”.

Carolina González leu em seguida uma carta redigida de sua própria mão por Edmundo, na qual ele agradeceu a distinção da Comunidade de Madri e ressaltou que está ao lado de Machado. “Estamos juntos nisso, como temos estado desde o primeiro dia”, expressou González por meio de sua filha mais nova.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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