MADRID 7 maio (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, afirmou que o México está “a dois passos” de seguir o mesmo caminho da Venezuela devido ao “controle das instituições judiciais” e aos seus problemas com a segurança e o tráfico de drogas, e questionou a recepção que lhe foi dada pela presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.
“A verdade é que há alguns dias ela está passando por momentos difíceis e eu não sei, quando ela vem à Espanha, a ninguém nos ocorre dar-lhe esse tipo de recepção”, afirmou a líder regional sobre a presidente do México em uma entrevista à 'Telecinco', divulgada pela Europa Press.
Sheinbaum criticou nesta mesma semana a aliança “entre o que se chama de direita internacional e a direita mexicana”. “Como acham que uma pessoa que idolatra Hernán Cortés... no México vai lhes dar legitimidade? Bem, vocês estão um pouco ultrapassados”, observou.
A presidente de Madri aludiu aos problemas de segurança existentes no México, com milhares de desaparecidos, e garantiu que é um país que está “a dois passos de seguir o caminho da Venezuela”. “Às vezes, não consigo entender como, apesar disso e da situação que este país está atravessando, nem sequer podemos falar de alianças para o futuro. E quando se fala nisso, as autoridades daqui, especialmente o governo, reagem francamente mal porque precisam encontrar uma justificativa para toda essa situação”, criticou.
Assim, ela questionou que o governo mexicano tente dizer que “a culpa é da Espanha e do passado, reinventando a história”, mas considera que, embora queiram culpar a Espanha, “a situação é o que é”.
Por isso, Díaz Ayuso apelou para que se olhe para frente e se busque “o que os une”, além de aludir à relação “excepcional” que une a Espanha e o México após mais de cinco séculos de “irmandade e história compartilhada”: “É algo que os magoa profundamente e não consigo entender por quê”, acrescentou, ao destacar a relação que une ambas as nações, apesar de isso causar “urticária” em alguns.
“Praticamente todo o investimento que chega à Espanha vindo do México é feito em Madri, por empresas, estudantes e, especialmente, pelo turismo; e, portanto, temos muito a ver, tanto com empresas, investimentos e atividades culturais, quanto com relações institucionais que são muito necessárias, pois há poucos políticos aqui que estejam recebendo apoio do governo nacional neste momento”, afirmou.
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