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MADRID 7 nov. (EUROPA PRESS) -
A Suprema Corte da autoproclamada República Popular de Donetsk, anexada pela Rússia, condenou dois colombianos na quinta-feira por sua "participação como mercenários em um conflito armado", uma acusação feita contra eles de acordo com o Código Penal russo por seu papel no combate contra o exército russo nessa região no leste da Ucrânia.
Os condenados, que cumprirão "13 anos de prisão em uma colônia penal de segurança máxima", são José Arón Medina Aranda, 37 anos, e Alexander Ante, 48 anos, informou o Gabinete do Procurador-Geral da Rússia em um comunicado.
Ambos teriam chegado à Ucrânia em novembro de 2023 e se juntado ao "49º Batalhão de Assalto Independente 'Carpathian Sich'", o primeiro como lançador de granadas e metralhador e o segundo como operador de artilharia principal.
Seu treinamento de combate - pelo qual ambos receberam US$ 2.800 (pouco mais de 2.400 euros) de acordo com as autoridades russas - teria terminado em julho de 2024, no auge do avanço das tropas russas na região de Donetsk.
A Europa Press entrou em contato com os serviços diplomáticos colombianos, que, até o momento, não comentaram as condenações de seus cidadãos.
Desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, a Rússia fez repetidos avanços no oblast ucraniano reconhecido internacionalmente e fez prisioneiros de guerra. Até o momento, os avanços russos continuaram e, de acordo com o Ministério da Defesa, dezenas de militares ucranianos que lutavam contra as tropas russas na cidade de Pokrovsk se renderam.
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