MADRID, 26 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Faixa de Gaza, controlada pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), rejeitaram nesta terça-feira as justificativas dadas pelo exército israelense sobre a presença de uma câmera colocada no complexo hospitalar Nasser e supostamente utilizada pela milícia para monitorar os movimentos das tropas israelenses.
"A ocupação tentou justificar esse crime espalhando uma narrativa falsa, alegando que o alvo era uma câmera pertencente a combatentes da resistência. Essa alegação é falsa, carece de qualquer evidência e busca fugir da responsabilidade legal e moral por um massacre completo", diz um comunicado do escritório de mídia de Gaza.
Ele esclareceu que a câmera, que "estava claramente visível", pertencia a um fotojornalista da Reuters, que foi morto em um ataque israelense inicial durante uma transmissão ao vivo. Depois disso, equipes de defesa civil, jornalistas e trabalhadores humanitários foram ao local "apenas para serem surpreendidos por um segundo ataque deliberado e direto".
Ao mesmo tempo em que denunciava "essa política sistemática de 'dupla intervenção' como uma tática deliberada da ocupação para causar o maior número possível de vítimas civis", ele disse que criticava a identificação de seis das vítimas como "terroristas" por parte de Israel.
"As pessoas que estavam nos degraus do hospital no momento do bombardeio são conhecidas pelo nome e pela profissão e não são alvos militares. Elas são membros da imprensa, da defesa civil e trabalhadores humanitários. Não é lógico nem realista que elas sejam 'procuradas militarmente'", acrescentou.
As autoridades de Gaza também observaram que a narrativa israelense "é simplesmente uma extensão de uma abordagem antiga aplicada a todos os crimes: inventar pretextos e provas para evitar processos internacionais".
"Suas repetidas acusações de atividades militares contra hospitais e infraestrutura civil buscam legitimar seu bombardeio, que é uma violação completa de todas as leis internacionais", disseram.
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