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MADRID, 23 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Faixa de Gaza, controlada pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), denunciaram nesta quarta-feira a morte por fome de mais dez pessoas durante o último dia, em meio à ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 e as restrições israelenses à entrada de ajuda humanitária no enclave palestino.
"Os hospitais da Faixa de Gaza registraram mais dez mortes por fome e desnutrição nas últimas 24 horas", disse o Ministério da Saúde de Gaza em uma breve declaração em sua conta no Facebook, onde elevou o número total de palestinos que morreram de fome e desnutrição para 111. Na terça-feira, o ministério disse que havia pelo menos 80 crianças entre eles.
Poucas horas antes, o ministério havia alertado sobre um número "sem precedentes" de casos de paralisia flácida aguda, com 45 casos em junho e julho, e conclamou a comunidade a "intervir imediatamente" nas "condições catastróficas" no enclave palestino.
A ofensiva contra Gaza, lançada em resposta aos ataques de 7 de outubro de 2023 - que deixaram cerca de 1.200 pessoas mortas e quase 250 sequestradas, de acordo com o governo israelense - deixou até agora mais de 59.100 palestinos mortos, de acordo com as autoridades do enclave, embora se tema que o número seja maior.
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