Christophe Archambault/AFP/dpa
MADRID 6 nov. (EUROPA PRESS) -
As autoridades francesas descartaram nesta quinta-feira que o homem detido no dia anterior após um atropelamento intencional na ilha de Oleron, que deixou pelo menos cinco feridos, tenha vínculos com o terrorismo, apesar de ter afirmado que estava seguindo "ordens de Alá".
A Procuradoria Nacional Antiterrorista se declarou incompetente, pois não encontrou "nenhuma dimensão jihadista ou vínculo com organizações terroristas" em suas ações. O detento afirma que agiu sozinho, apesar de um "modus operandi" relativamente bem planejado.
Entretanto, "a premeditação é um fator relevante", de acordo com a promotoria de La Rochelle, que solicitará a abertura de uma investigação com o objetivo de acusá-lo de tentativa de homicídio, segundo o Le Figaro.
O promotor Arnaud Laraize explicou em uma coletiva de imprensa que o suspeito de 35 anos não estava totalmente incapacitado no momento do ataque, mas estava "alterado". Após o atropelamento e durante sua prisão, ele ateou fogo em seu veículo, onde os policiais encontraram uma faca de 35 centímetros e um botijão de gás.
O detido disse que estava seguindo "ordens de Alá" e explicou que inicialmente se converteu ao catolicismo e depois ao islamismo por meio de redes sociais. De fato, textos muçulmanos foram encontrados em sua casa. Testes toxicológicos confirmaram o uso recente de cannabis e que ele estava sob a influência de cannabis no momento do incidente.
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