Publicado 18/07/2026 12:57

Autoridades eleitorais do Equador suspendem o partido correísta na véspera do encerramento das inscrições de candidatos

Archivo - Arquivo - 6 de março de 2024, Cidade do México, Cdmx, México: 6 de março de 2024, Cidade do México, México: O ex-presidente do Equador, Rafael Correa, reage durante a palestra “O Papel da Mídia na América Latina”, no Complexo Cultural Los Pinos.
Europa Press/Contacto/Luis Barron - Arquivo

MADRID 18 jul. (EUROPA PRESS) -

O Tribunal Contencioso-Eleitoral (TCE) anunciou a suspensão provisória do movimento Ação Mobilizadora Independente Gerando Oportunidades (AMIGO), aposta dos partidários do ex-presidente Rafael Correa para as próximas eleições municipais previstas para 29 de novembro, quando, neste sábado, encerra-se o prazo para a apresentação de candidaturas.

A decisão foi tomada a pedido do Ministério Público por suspeita de crime de lavagem de dinheiro, explica o juiz eleitoral Juan Patricio Maldonado Benítez. O magistrado determinou nesta sexta-feira “suspensão provisória pelo prazo de nove meses” da organização política. O CNE tem um prazo estrito de três dias para executar essa suspensão e notificar o Tribunal sobre o cumprimento da medida.

Líderes da Revolução Cidadã, o partido de Correa, também suspenso por nove meses, criticaram a decisão, a começar pelo próprio ex-presidente, que classificou o ocorrido como “escandaloso”. “Não há informações, não há fatos, não há direitos, não há lei”, denunciou ele.

“Basta um promotor e autoridades eleitorais abertamente corruptas para nos roubarem as eleições e a democracia. Eles agem com descaramento e desconsideração. O que os faz se sentirem tão seguros? O país está destruído por esses criminosos covardes”, acrescentou.

A ex-candidata à presidência Luisa González acusou o presidente Daniel Noboa de “perseguir políticos e suspender partidos”, enquanto “as crianças e as famílias vivem a violência sem que este governo se importe nem um pouco”.

A prefeita de Pichincha, Paola Pabón Caranqui, publicou um vídeo nas redes sociais para criticar a decisão. “Isso não é democracia: é tirania”, acusou ela, antes de apelar a “todas as autoridades, instituições e setores democráticos do país para que defendam as garantias de participação política”.

Por sua vez, a presidente da Revolução Cidadã, Gabriela Rivadeneira, destacou que eles contam com alternativas para concorrer apesar dessa decisão e que há outras organizações políticas que, em nível territorial, estão acolhendo candidatos da Revolução Cidadã.

“Temos o registro de todas as nossas alianças... Portanto, sim. Nossas candidaturas serão inscritas para este processo eleitoral (...). Nos preparamos para todos esses cenários”, garantiu em declarações ao site Outsiders.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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