Europa Press/Contacto/Ignacio Lopez Isasmendi
MADRID 23 ago. (EUROPA PRESS) -
A Junta Eleitoral Provincial de Manabí, no Equador, rejeitou o registro da ex-candidata à presidência Luisa González como candidata do movimento indígena Pachakutik às eleições regionais e municipais previstas para 29 de novembro, por considerar que ela não cumpre as condições objetivas estabelecidas no Estatuto Orgânico e no Regulamento de Democracia Interna do Pachakutik.
“O retrocesso democrático do Equador, que culmina na ditadura de um governo sem apoio popular, totalmente deslegitimado, distante das necessidades dos cidadãos e envolvido em dezenas de casos de corrupção”, denunciou a própria González em uma mensagem nas redes sociais.
A resolução concede ao Pachakutik um prazo de 48 horas para que regularize as candidaturas a prefeito e vice-prefeito de Manabí, conforme estabelecido no Código da Democracia.
A Junta Eleitoral Provincial de Manabí acolheu, assim, as objeções apresentadas por organizações políticas como a partidária do governo Ação Democrática Nacional (ADN), do presidente Daniel Noboa, e a aliança Creo-Sociedade Patriótica.
O Tribunal Contencioso Eleitoral (TCE) já havia anulado, no último dia 18 de julho, a suspensão do movimento Ação Mobilizadora Independente Gerando Oportunidades (AMIGO), aposta dos partidários do ex-presidente Rafael Correa e de Luisa González para as eleições de novembro.
“É assim que roubam a democracia. Já nem mesmo mantêm as aparências. A corrupção é generalizada, e as ‘autoridades’ eleitorais causam vergonha alheia”, criticou Correa nas redes sociais após a divulgação da decisão das autoridades eleitorais de Manabí.
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