POLICÍA NACIONAL DE ECUADOR - Arquivo
MADRID 8 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades equatorianas confirmaram nesta sexta-feira que cinco pessoas foram encontradas mortas na principal prisão do país, localizada em Guayaquil, um dia depois que pelo menos 25 pessoas foram mortas por armas de fogo em confrontos entre facções da gangue "Los Tiguerones", uma organização considerada terrorista pelas autoridades equatorianas.
"As causas desse infeliz evento ainda estão sendo investigadas e as respectivas autópsias estão sendo realizadas", explicou o Serviço Nacional de Atenção Integral a Adultos Privados de Liberdade e Adolescentes Infratores (SNAI) em um comunicado.
"No entanto, é importante ressaltar que não houve nenhum tumulto por parte dos detentos no centro", acrescentou o SNAI, acrescentando que eles "pedem ao público e à mídia que se refiram aos canais e fontes oficiais".
Os eventos sob investigação ocorreram na Penitenciaría del Litoral, na cidade de Guayaquil, uma das prisões mais problemáticas do país.
No dia anterior, pelo menos 25 pessoas foram mortas a tiros em confrontos entre facções da gangue "Los Tiguerones", uma organização considerada terrorista pelas autoridades equatorianas, em vários bairros localizados no noroeste da cidade de Guayaquil.
Os confrontos, apenas quatro dias depois que o governo renovou o estado de emergência por mais 30 dias devido à insegurança, ocorreram entre as facções "Igualitos" e "Fênix".
O Equador está passando por uma crise carcerária que levou o governo a declarar estado de conflito armado interno em janeiro deste ano, depois que um comando invadiu uma estação de televisão, culminando em uma escalada de violência que ocorreu nas prisões do país.
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