Europa Press/Contacto/Mauro Scrobogna - Arquivo
MADRID 31 maio (EUROPA PRESS) -
O advogado argentino Facundo Leal, ex-presidente da empresa estatal ARSAT e ex-diretor do Órgão Regulador do Sistema Nacional de Aeroportos (ORSNA), foi detido após a apreensão de mais de dois milhões de euros em dinheiro e drogas em sua propriedade, no âmbito de uma operação inicialmente concebida para investigar a falta de equipamentos tecnológicos na empresa de telecomunicações.
O inquérito original teve início a partir de uma denúncia do governo sobre o suposto roubo de ativos de informática dentro da ARSAT. No entanto, os investigadores encontraram, de forma fortuita, grandes quantias de dinheiro e substâncias ilícitas, abrindo uma nova linha de investigação por suposto lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, segundo fontes do caso citadas pelo jornal “Página 12”.
Leal, de 42 anos, possui uma longa trajetória na administração pública nacional. Assumiu a presidência da ARSAT em 2022 durante o governo de Alberto Fernández, cargo no qual permaneceu após a mudança de governo na Casa Rosada. Em 2025, foi nomeado pelo governo de Javier Milei para chefiar a ORSNA — cargo que exerceu até sua renúncia no final de fevereiro de 2026 —, embora, no momento de sua prisão, continuasse vinculado à ARSAT como funcionário efetivo.
O caso, que está sob a responsabilidade do juiz federal Lino Mirabelli, ainda se encontra em fase de investigação, na qual “se buscará estabelecer a origem dos fundos, o destino do dinheiro encontrado e a eventual ligação com as manobras investigadas em torno de contratos e operações dentro da empresa estatal”, segundo fontes judiciais.
Enquanto isso, Leal permanecerá detido à disposição da Justiça Federal, em um processo que, a partir da descoberta, acumulou novas ramificações de alcance penal, econômico e político.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático