OFICINA DEL PRIMER MINISTRO PALESTINO
MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Finanças da Autoridade Palestina, Istifan Salamé, propôs nesta quarta-feira a criação de uma empresa estatal de petróleo com o objetivo de amenizar a grave escassez de combustível na Cisjordânia ocupada, em meio à grave crise financeira que afeta as instituições palestinas.
O plano prevê a criação da chamada Companhia Nacional de Petróleo e se baseia em uma decisão emitida pelo gabinete palestino em 2018. O objetivo é reformar a Autoridade do Petróleo para permitir que a empresa, de caráter público, possa comprar e transportar o combustível importado de Israel.
“Atualmente, a Autoridade do Petróleo é responsável por estabelecer políticas, regulamentar e supervisionar e, ao mesmo tempo, realiza processos operacionais relacionados à compra, venda e transporte. Isso constitui uma deficiência na governança e, portanto, há necessidade de separar essas funções”, explicou ele.
O ministro também revelou que há operações de contrabando de combustível no mercado palestino, embora estejam trabalhando para avaliar sua magnitude e combatê-las de acordo com a lei, conforme informou a agência de notícias palestina WAFA.
Já existem outras empresas estatais, como a responsável pela gestão da eletricidade ou da água. O anúncio ocorre em meio à grave crise nos territórios ocupados, depois que a Autoridade Palestina denunciou que só poderá pagar 50% dos salários dos funcionários públicos até o final do ano, devido às restrições impostas por Israel à atividade econômica e financeira, bem como à circulação de pessoas e ao transporte rodoviário.
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