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MADRID 10 set. (EUROPA PRESS) -
A Autoridade Palestina aplaudiu nesta quarta-feira as declarações feitas pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, perante o Parlamento Europeu, onde, entre outras coisas, ela propôs a suspensão parcial do acordo comercial entre a União Europeia e Israel.
O Ministério das Relações Exteriores da Palestina pediu ao bloco da UE que pressione as autoridades israelenses "a cessar sua agressão, suspender o bloqueio e permitir a ajuda humanitária incondicional" à Faixa de Gaza, ao mesmo tempo em que incentiva os países europeus que ainda não reconheceram a Palestina como um estado a fazê-lo na próxima conferência de paz, marcada para o final do mês.
Ele pediu a Bruxelas que "assuma suas responsabilidades legais e políticas para responsabilizar o Estado ocupante pelos crimes que comete contra" o povo palestino, "que constituem uma violação dos princípios do direito internacional e dos acordos entre" Israel e a UE.
A pasta ministerial "saudou" as declarações de Von der Leyen em Estrasburgo, nas quais ela "expressou a rejeição da UE ao uso da fome como arma de guerra e à retenção de fundos palestinos".
Também foi bem recebido o fato de ele ter expressado "seu choque com as cenas dolorosas vindas da Faixa de Gaza e a escala da destruição da infraestrutura, bem como sua rejeição às tentativas de anexação" por meio da expansão dos assentamentos e das declarações de ministros israelenses de ultradireita.
AS PROPOSTAS DE VON DER LEYEN
Von der Leyen anunciou que proporá a suspensão parcial do Acordo de Associação Comercial UE-Israel, para o qual ela precisa do apoio da UE-27, bem como o congelamento de medidas de ajuda bilateral, no que é até agora a maior repreensão política do bloco da UE.
A conservadora alemã também proporá sanções contra ministros extremistas do governo de Benjamin Netanyahu e colonos violentos, e anunciou a criação de um Grupo de Doadores para a Palestina em outubro, que incluirá um instrumento específico para a reconstrução de Gaza.
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