Europa Press/Contacto/Carlos Garcia Granthon
MADRID, 13 abr. (EUROPA PRESS) -
A Polícia peruana informou sobre a prisão do gerente de Gestão Eleitoral do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), órgão eleitoral máximo do Peru, José Edilberto Samamé Blas, por um suposto crime de omissão, recusa ou atraso no cumprimento de atos funcionais em meio ao processo das eleições gerais do país.
“A Polícia Nacional do Peru deteve em flagrante J. E. S. B., ex-gerente de Gestão Eleitoral da ONPE, por suposto crime de omissão de atos funcionais”, informou a instituição policial em um comunicado.
A detenção foi realizada “com rigor legal, evidenciando uma resposta imediata diante de fatos que afetam a administração pública”. “Ninguém está acima da lei. Continuaremos informando”, indicou a PNP.
Agentes da Direção de Combate à Corrupção da PNP prenderam Samamé Blas em relação às mesas eleitorais que não puderam ser constituídas durante o dia de votação de domingo, motivo pelo qual a votação nesses locais foi prorrogada até segunda-feira, apesar de já terem sido publicados resultados parciais das eleições.
A ONPE tem sido criticada pelas deficiências logísticas registradas durante o dia de votação, com atrasos excessivos na abertura de seus centros de votação devido à falta de material eleitoral.
A crise atingiu seu ponto mais crítico na zona sul de Lima, onde a ausência total de atas, cadernos eleitorais e cédulas obrigou os órgãos eleitorais a suspender o processo em várias seções eleitorais e realizar a votação na segunda-feira.
Essa situação afetou o direito ao voto de milhares de cidadãos, o que resultou na retenção de membros das mesas eleitorais e em protestos em frente às seções eleitorais, informa a emissora peruana RPP.
Enquanto isso, a ONPE anunciou que tomará medidas legais contra a empresa subsidiária responsável pela distribuição do material, a Servicios Generales Galaga.
Ainda antes de sua detenção, Samamé Blas teria enviado sua carta de demissão ao presidente da ONPE, Piero Corvetto. Samamé Blas reconhecia na carta as falhas logísticas que afetaram a distribuição do material eleitoral em diversos pontos de votação em Lima.
“Como responsável pela gerência encarregada dessas tarefas de distribuição, reconheço a responsabilidade e lamento profundamente o ocorrido”, explicou na carta, publicada pela RPP.
O objetivo é “não prejudicar nem gerar suspeitas sobre a integridade, transparência e execução” do processo eleitoral, relatou, ao mesmo tempo em que se colocou à disposição das autoridades para todas as investigações necessárias.
Enquanto isso, continua a apuração dos votos, com especial atenção às eleições presidenciais. A candidata de extrema direita Keiko Fujimori seria a mais votada, com 16,94% dos votos, seguida pelo também ultraconservador Rafael López Aliaga (14,36%), de acordo com 55,09% da apuração divulgada pela ONPE, o que faria com que ambos passassem para o segundo turno das eleições caso esse resultado se mantenha.
Em terceiro lugar está Jorge Montesinos (12,71%), à frente de Ricardo Belmont (9,88%), Carlos Álvarez (8,43%), Roberto Sánchez (8,15%), Pablo López Chau (7,83%), María Pérez Tello (3,88%), Alfonso Espa (3,71%), Luis Olivera (1,84%), José Luna (1,28%) e Yonhy Lescano (1,22%). Os demais candidatos não ultrapassam 1% dos votos.
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