David Zorrakino - Europa Press
BARCELONA, 23 abr. (EUROPA PRESS) -
Autores e leitores voltaram a se reunir no “sonho” de Sant Jordi, como definiu a porta-voz Ali Smith, nas sessões de autógrafos que, desde o início do dia, lotaram as livrarias e ruas de Barcelona, com longas filas diante de escritores como Regina Rodríguez Sirvent, Pedro Almodóvar, David Uclés e Eduardo Mendoza.
Em um dia em que, desde o início, as ruas de Barcelona se encheram de livros e rosas, com bom tempo e uma brisa leve, embora com um excesso de pólen que também foi comentado pelos escritores.
Ali Smith afirmou que o Sant Jordi, com as ruas cheias de gente comprando e presenteando livros e flores, é para ela como um sonho, e que não descarta a possibilidade de ainda estar sonhando: “Meu coração está cheio”, assegurou.
Outra das autoras internacionais que compareceu este ano a Sant Jordi foi Amélie Nothomb, que expressou a alegria e a honra que sente por estar em Barcelona para celebrar Sant Jordi: “É preciso exportar Sant Jordi, que ele chegue a todo o mundo. Viva Sant Jordi!”.
O escritor suíço Joël Dicker afirmou que gostaria que houvesse mais momentos como o Sant Jordi em mais cidades do mundo, “dedicados aos livros, nos quais as pessoas se reúnem e oferecem algo valioso”.
UM PEQUENO MILAGRE
Javier Cercas defendeu que o Sant Jordi é como um pequeno milagre, já que não existe nada semelhante em nenhum outro lugar do mundo, por mais que se tente replicá-lo: “É uma festa genuinamente popular”.
O diretor de cinema Pedro Almodóvar expressou sua alegria por participar novamente da Diada de Sant Jordi: “Adoro ver a cidade repleta de rosas e livros”.
Uma das favoritas para liderar os rankings é Regina Rodríguez Sirvent, que disse que tudo relacionado aos rankings a “impressiona e deixa animada”, mas que não pensa nisso porque o que importa, na Diada de Sant Jordi, é compartilhar a história com seus leitores, o que ela vê como um presente absoluto.
A jornalista e escritora Sonsoles Ónega demonstrou sua emoção durante a sessão de autógrafos de seu novo romance durante a Sant Jordi em Barcelona, e afirmou que “reconhecer a emoção que os livros provocam nas pessoas é mágico”.
ESTREANTES
A escritora basca Eider Rodríguez, que estreia este ano na Sant Jordi, afirmou que “uma festa em torno do livro é sempre motivo de esperança, sobretudo num mundo tão louco como aquele em que vivemos”.
Outra estreante é a escritora canária Lana Corujo, que reconheceu ter encontrado uma cidade tal como lhe tinham descrito: “É super bonito. Parece-me um presente".
O roteirista e agora escritor catalão Gil Pratsobrerroca, sucesso de vendas com 'El joc del silenci', mostrou-se surpreso em sua primeira Diada de Sant Jordi como autor: "Eu sempre vinha de Vic (Barcelona) para passar o dia em Barcelona, mas estar do outro lado é intenso".
Por sua vez, Aida Sunyol disse estar muito emocionada por fazer parte desta festa como autora e por poder conhecer muitos colegas e leitores: “É uma festa, é quando Barcelona realmente brilha”.
Um autor de longa trajetória, mas que não costumava comparecer ao Sant Jordi, foi Albert Sánchez Piñol, que este ano assinou: “As tradições são para serem quebradas”.
O escritor norte-americano J.D. Barker expressou sua surpresa durante sua primeira Diada de Sant Jordi em Barcelona, onde esteve para autografar seu novo livro ‘El Pacto’: “É fantástico ver tantos amantes de livros no mesmo lugar. Gostaria que houvesse mais eventos como este no mundo”.
ALÉRGENOS
Além dos livros e das rosas, o pólen está sendo um dos protagonistas do dia de Sant Jordi e não está passando despercebido entre os autores e os cidadãos.
A escritora Carlota Gurt comemorou o belo dia e a grande quantidade de pessoas nas ruas por causa de Sant Jordi, mas lamentou que as bananeiras liberem tantos alérgenos: “Estamos todos com muita coceira nos olhos e na garganta”, disse ela.
O escritor catalão Pol Guasch mostrou-se muito contente na Diada de Sant Jordi em Barcelona e reconheceu que estava ansioso pela chegada deste dia: “Há uma semana que fico de olho para ver se não chove”.
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