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MADRID, 22 abr. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal do estado do Texas condenou na segunda-feira à prisão perpétua o réu acusado de matar 23 pessoas em um supermercado em El Paso em agosto de 2019, em um ataque direcionado a pessoas de origem mexicana e que é considerado a ação mais mortal contra a comunidade latina nos EUA.
O Ministério das Relações Exteriores do México, que confirmou a sentença contra Patrick Crusius, expressou sua solidariedade com "todas as vítimas desse ato terrível e com suas famílias que, durante anos, buscaram justiça". Também pediu a "completa erradicação do discurso de ódio e da xenofobia que alimentam ataques dessa natureza".
As autoridades mexicanas aproveitaram a oportunidade para reiterar seu compromisso de proteger e defender os direitos de seus cidadãos em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos, por meio da assistência oferecida por sua rede consular naquele país, de acordo com uma declaração publicada em seu perfil na rede social X.
O Ministro da Economia do México, Marcelo Ebrard, que na época do tiroteio era o chefe da diplomacia mexicana, comemorou o fato de que "finalmente" e "depois de quase seis anos" ele foi condenado à prisão perpétua no que foi "o pior ataque terrorista deste século contra a comunidade mexicana nos Estados Unidos".
Antes de abrir fogo indiscriminadamente em um supermercado Walmart, o detido havia carregado conteúdo na Internet denunciando uma "invasão" de imigrantes e as autoridades o identificaram durante o julgamento como um supremacista branco. Ele viajou mais de 900 quilômetros para chegar a El Paso, na fronteira com o México.
Entre as 23 pessoas que morreram estavam oito cidadãos mexicanos, de acordo com o governo mexicano. Além disso, 22 pessoas ficaram feridas no tiroteio.
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