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MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades australianas anunciaram que os portadores de passaporte iraniano não poderão entrar no país para fins turísticos ou profissionais durante um período de seis meses, em meio à guerra desencadeada no Oriente Médio pela ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã.
O Ministério do Interior australiano indicou em um breve comunicado que “as viagens à Austrália ficam temporariamente restritas para visitantes com passaporte iraniano”, antes de especificar que a medida entra em vigor nesta mesma quinta-feira e permanecerá em vigor por seis meses.
“O governo australiano tomou essa decisão para proteger a integridade e a sustentabilidade do sistema migratório”, afirmou, sem fornecer mais detalhes a respeito, sem que o governo do Irã tenha reagido oficialmente até o momento a essa decisão de Canberra.
A medida ocorre depois que a Austrália concedeu asilo a várias jogadoras da seleção feminina de futebol do Irã que estavam no país disputando um torneio, após a emissora pública iraniana ter chamado várias delas de “traidoras” por se recusarem a cantar o hino nacional antes de uma partida.
No entanto, cinco das sete que solicitaram asilo acabaram por recuar e regressaram na semana passada ao país juntamente com o resto da equipa, enquanto duas permaneceram na Austrália, país ao qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a decisão de conceder asilo às jogadoras, em pleno conflito na região do Oriente Médio.
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