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MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -
A Justiça australiana confirmou nesta terça-feira a extradição para o Chile de Adriana Rivas, que trabalhava como babá no bairro de Bondi, na cidade de Sydney, e que é acusada no país latino-americano de sete acusações de “sequestro agravado” durante seu período como suposta ex-agente na ditadura de Augusto Pinochet.
O juiz Michael Lee indeferiu um pedido apresentado pela defesa de Rivas ao Tribunal Federal de Sydney, no qual se argumentava que, caso fosse extraditada para o Chile, ela poderia ser julgada por crimes contra a humanidade em vez de por sete acusações de “sequestro agravado”, conforme noticiado pela emissora australiana ABC News.
“A argumentação da requerente, baseada em trechos selecionados dos documentos de extradição, incluindo o relatório de antecedentes emitido pela Suprema Corte do Chile, para sustentar que o delito em questão deve ser qualificado como crime contra a humanidade é, com o devido respeito, errônea”, diz a decisão.
O juiz deixou claro que, no pedido de extradição, as referências a crimes contra a humanidade são feitas “para efeitos das circunstâncias factuais em que ocorreu a conduta alegada e das consequências jurídicas que dela decorrem”, uma vez que esse tipo de crime não prescreve.
Rivas, de 72 anos, foi presa em fevereiro de 2019 após ter vivido na Austrália por mais de 30 anos e trabalhado como babá e faxineira no subúrbio de Bondi. Desde sua prisão, ela vem travando uma batalha judicial para evitar ser extraditada.
Em 2018, o Chile solicitou à Austrália a extradição de Rivas — que teria feito parte da brigada de extermínio Lautaro, da Direção de Inteligência Nacional (DINA) chilena — por sua suposta participação no “sequestro agravado”, em 1976, de Víctor Díaz, que foi subsecretário do Partido Comunista, e de outros seis ativistas.
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