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LONDRES 8 mar. (DPA/EP) -
Ativistas pró-palestinos invadiram o campo de golfe do presidente dos Estados Unidos em Turnberry na noite de ontem, desfigurando-o com pichações contra sua proposta de transformar a Faixa de Gaza em uma zona turística depois de expulsar à força toda a sua população.
Os ativistas pintaram com spray a frase "Gaza is not for sale" (Gaza não está à venda) em letras de três metros na grama do campo e danificaram os greens, além de desfigurar toda a fachada do clube com tinta spray vermelha.
A Palestine Action reivindicou a responsabilidade pelo ataque como uma "resposta direta à intenção declarada do governo dos EUA de limpar Gaza etnicamente".
Na semana passada, o presidente dos EUA publicou um vídeo de inteligência artificial em sua plataforma Truth Social, promovendo seus planos para a Faixa, que incluía ele próprio e o presidente israelense Benjamin Netanyahu sem camisa, bebendo no resort Trump Gaza.
Trump enviou uma mensagem aos dois milhões de residentes de Gaza em sua plataforma Truth Social, escrevendo: "Para o povo de Gaza: um belo futuro os aguarda, mas não se vocês fizerem reféns", ele deixou transparecer, referindo-se aos reféns israelenses ainda mantidos pelas milícias palestinas do Hamas. "Se fizerem isso", ele ameaçou diretamente, "vocês estarão mortos".
Um porta-voz da Palestine Action disse que a organização "rejeita o fato de Donald Trump tratar Gaza como sua propriedade para dispor dela como quiser" e, "para deixar claro, mostramos a ele que sua própria propriedade não está a salvo de atos de resistência".
"Continuaremos a tomar medidas contra o colonialismo israelense-americano na terra natal palestina", acrescentou o porta-voz em comentários à Press Association.
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