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MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -
A ativista hispano-venezuelana Rocío San Miguel retornou à Venezuela para resolver sua situação judicial, que se encontra “em um impasse”, uma decisão com a qual ela pretende se reunir com sua família e sair da situação de estagnação em que se encontra após meses residindo na Espanha.
“Essa decisão responde ao seu desejo de se reunir com a família e acompanhar pessoalmente o desenrolar e o encerramento desta etapa, com a expectativa de que a situação jurídica possa ser resolvida de acordo com a lei e de forma definitiva”, informou José Manuel San Miguel, irmão da ativista e porta-voz autorizado, em um comunicado.
A família agradece as “medidas, o acompanhamento e a disponibilidade” de todas as pessoas e instituições na Espanha durante o período em que ela permaneceu no país. “Agradecemos o respeito à privacidade, à serenidade e à estabilidade familiar necessárias para atravessar esta etapa com prudência e responsabilidade”, diz o texto.
Nesse sentido, lembra que Rocío San Miguel continua sujeita a restrições e medidas cautelares em vigor, “entre elas a proibição de dar declarações à mídia, bem como de realizar qualquer tipo de comunicação pública na imprensa, rádio, televisão e qualquer outro meio eletrônico”, pelo que insiste que continuará informando sobre seu caso por meio do círculo familiar.
O comunicado conclui expressando a confiança de que o processo “possa avançar favoravelmente e culminar de maneira justa e definitiva” para a acadêmica e ativista.
Detida em fevereiro de 2024 quando tentava deixar o país, Rocío San Miguel chegou à Espanha em janeiro deste ano em meio às libertações iniciadas pelas autoridades da Venezuela após a detenção do presidente, Nicolás Maduro, na operação militar dos Estados Unidos em Caracas no último dia 3 de janeiro.
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