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MADRID 30 jul. (EUROPA PRESS) -
Um total de 14 países manifestou nesta quinta-feira seu apoio à criação de uma coalizão multinacional de defesa marítima com o objetivo de aumentar a cooperação em matéria de defesa no estreito de Bab el Mandeb, no Mar Vermelho e no Golfo de Áden.
“A segurança marítima é uma responsabilidade compartilhada, e a cooperação e a coordenação entre os Estados constituem a pedra angular para enfrentar as ameaças marítimas comuns e transnacionais, contribuindo assim para uma maior segurança, estabilidade e prosperidade globais”, afirmaram os países em um comunicado conjunto divulgado pelo Ministério da Defesa da Arábia Saudita.
A iniciativa prevê a elaboração de um projeto de estatuto para a aliança, que permitirá aos Estados colaborar na “troca de informações e inteligência, no planejamento operacional, em exercícios conjuntos, no compartilhamento de lições aprendidas, na capacitação, no desenvolvimento de capacidades e na execução de operações marítimas conjuntas”.
“A coalizão tem caráter puramente defensivo e não tem como alvo nenhum Estado, aliança ou organização internacional, e desenvolve suas atividades no âmbito do pleno cumprimento do Direito Internacional, do respeito à soberania dos Estados e da proteção da liberdade de navegação”, acrescentaram.
Além disso, instaram os países “que compartilham os objetivos e princípios da coalizão” a se unirem com o objetivo de “ampliar a cooperação e fortalecer a segurança marítima coletiva no estreito de Bab el Mandeb, no Mar Vermelho e no Golfo de Áden”.
A declaração conjunta — assinada pela Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Catar, Turquia, Egito, Paquistão, Jordânia, Nigéria, Sudão, Djibuti, Somália, Bangladesh e Iêmen — foi publicada em meio aos ataques dos rebeldes huti contra território saudita e após uma reunião realizada em Riade, da qual participaram chefes do Estado-Maior e seus representantes de até 43 países, juntamente com a delegação da União Europeia na Arábia Saudita.
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