Europa Press/Contacto/Rizek Abdeljawad
MADRID, 13 jun. (EUROPA PRESS) -
Médicos palestinos denunciaram que os últimos ataques israelenses na Faixa de Gaza, na sexta-feira, deixaram uma dúzia de pessoas mortas, várias delas nas proximidades da disputada organização humanitária criada pelos Estados Unidos com ajuda israelense, a Gaza Humanitarian Foundation (GHF).
Um ataque no sul da cidade de Gaza deixou pelo menos três mortos e dez feridos que estão recebendo cuidados médicos no hospital Al Shifa. Fontes da agência de notícias oficial palestina WAFA informaram que o ataque ocorreu quando "multidões de pessoas aguardavam a entrada de caminhões humanitários" na Rashid Avenue, na costa de Gaza.
Um incidente ocorreu na área de reserva de Wadi Gaza em circunstâncias semelhantes no centro do enclave, de acordo com médicos palestinos consultados pela WAFA. Quatro pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas por disparos israelenses contra outro grupo de pessoas que aguardavam a distribuição de ajuda humanitária.
Os feridos foram transferidos para o hospital Al Awda, no campo de refugiados de Nuseirat, na região central da Faixa de Gaza.
Por fim, mais duas pessoas foram mortas no sul do enclave, especificamente nas proximidades de Rafah, onde há um posto de ajuda humanitária da disputada fundação projetada pelos EUA no enclave, criticada pela ONU por sua incapacidade de garantir a distribuição adequada e pacífica da ajuda.
Mais de cem palestinos já morreram nas proximidades desses centros em decorrência do que eles denunciam como ataques indiscriminados de Israel, que eles acusam de transformar esses pontos de distribuição em armadilhas mortais.
A esses tiroteios somam-se os bombardeios nos bairros de Zeitun, Shujaiya, Tufa e Daraj, no leste da Cidade de Gaza, e os disparos de artilharia contra a cidade de Jabaliya e seu campo de refugiados no norte da Faixa de Gaza.
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