Publicado 19/06/2026 06:03

Associação militar exige medidas após a morte de dois soldados e ferimentos em outros dois em um intervalo de três dias

Exibição dinâmica em comemoração ao Dia das Forças Armadas, em 29 de maio de 2026, em Vigo, Pontevedra, Galícia (Espanha). Por ocasião do Dia das Forças Armadas de 2026, o Rei presidiu à revista naval, na qual participaram navios da Marinha e da Guarda Ci
Adrián Irago - Europa Press

MADRID 19 jun. (EUROPA PRESS) -

A Associação de Soldados e Marinheiros Espanhóis (ATME) exigiu nesta sexta-feira medidas “imediatas”, explicações e responsabilização após a morte de dois soldados e o ferimento de outros dois entre o último domingo e a terça-feira.

A ATME denuncia que, no domingo, 14 de junho, um VAMTAC sofreu um acidente no campo de manobras de San Gregorio (Saragoça), resultando na evacuação de dois militares da tropa, lotados no 16º Batalhão de Sapadores.

No dia seguinte, faleceu um cabo-maior da Marinha, informa a ATME. A associação militar esclarece que ele foi encontrado sem vida no alojamento logístico Galeaza, em San Fernando (Cádiz). As causas do falecimento estão sob investigação judicial.

Na terça-feira, em Ceuta, faleceu o legionário Kevin Parra Mejía, de 23 anos, lotado no 2º Terço “Duque de Alba” da Legião. Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória enquanto praticava uma atividade esportiva fora do quartel. Ele foi levado ao Hospital Universitário de Ceuta, mas faleceu no local.

A ATME informa que o caso está sob investigação, mas menciona “testemunhos” sobre “possíveis falhas” na gestão do exercício e da emergência.

Nesse mesmo dia, no Centro de Formação de Tropa nº 1 de Cáceres, um aluno sofreu uma insolação durante exercícios realizados fora do quartel, denuncia a ATME.

O militar teve que ser evacuado com urgência e internado na UTI, onde foi intubado devido à gravidade de seu estado. “Este ocorrido volta a colocar em pauta a necessidade de revisar os protocolos de segurança em atividades físicas realizadas sob altas temperaturas”, acrescenta a associação militar.

UMA “SEMANA NEGRA”

Em um comunicado, a ATME classificou os últimos dias como uma “semana negra”, marcada por “óbitos, acidentes graves e situações que evidenciam a vulnerabilidade do pessoal de tropa e da marinha”. A ATME ressalta que esse grupo “continua sendo o mais exposto a riscos evitáveis e a possíveis decisões questionáveis dentro da cadeia de comando”.

“A tropa e a marinha não podem continuar sendo a parte mais exposta das Forças Armadas nem continuar arcando com as consequências de decisões problemáticas ou da ausência de protocolos eficazes”, prosseguiu.

Além disso, denunciou que os fatos ocorridos em apenas alguns dias refletem “uma deterioração preocupante na segurança e na supervisão das atividades militares”.

Da mesma forma, a ATME lembrou que os militares “têm o direito e a obrigação” de depor “em liberdade”, “especialmente em situações em que possam existir responsabilidades penais”.

Por tudo isso, a associação militar exigiu do Ministério da Defesa “transparência” sobre os trâmites para declarar a profissão militar como de risco, tendo em vista que solicitou por escrito, há semanas, a minuta do projeto.

“O silêncio institucional é inaceitável em um contexto em que os fatos demonstram, de forma crua, a urgência desse reconhecimento” e “é imprescindível que o Ministério da Defesa aja com a firmeza que a situação exige”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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