SARAGOÇA, 4 jun. (EUROPA PRESS) -
A Associação e o Colégio de Jornalistas de Aragão encaminharam à Comissão de Arbitragem, Reclamações e Deontologia do Jornalismo um pedido de avaliação sobre diversos comunicados institucionais divulgados recentemente pelo Departamento de Desregulamentação, Bem-Estar Social e Família do Governo Autônomo, dirigido por Alejandro Nolasco (Vox), devido ao tratamento dado às pessoas migrantes.
Este pedido surge após o recebimento de “diversas reclamações”, tanto de jornalistas associados quanto de cidadãos não pertencentes à profissão, em relação a alguns desses comunicados de imprensa, especialmente no que diz respeito à migração e aos grupos vulneráveis, segundo informaram desde a associação.
Tanto a associação quanto a ordem expressaram suas dúvidas de que determinadas abordagens e expressões utilizadas entrem em contradição com as recomendações contidas no Código Deontológico do Jornalismo e com o “Guia didático para o tratamento correto da migração pela mídia”, promovido conjuntamente pelo próprio Governo de Aragão e pela Ordem Profissional dos Jornalistas de Aragão.
Um guia que foi elaborado precisamente “para promover um tratamento informativo rigoroso, contextualizado e não estigmatizante das migrações, bem como para prevenir discursos discriminatórios ou simplificações que possam afetar a convivência social”.
A petição enviada à Comissão refere-se, entre outros aspectos, ao uso reiterado do termo “mena”, apesar de o guia desaconselhar expressamente o uso de acrônimos para se referir a pessoas e alertar para o “caráter depreciativo e estigmatizante” que essa denominação adquiriu.
A Periodistas de Aragão afirmou observar “uma associação reiterada entre migração, insegurança e conflitos”, bem como “referências insistentes a nacionalidades e origens em contextos criminosos ou conflituosos sem uma justificativa informativa clara”.
A Associação e a Ordem destacaram que os fatos relatados em alguns desses comunicados possuem “evidente interesse público” e, em alguns casos, “uma gravidade inquestionável”, razão pela qual é necessário “reforçar o rigor, a proporcionalidade e o respeito aos princípios na comunicação institucional”.
“Os mecanismos de autorregulação e reflexão deontológica fortalecem a qualidade democrática, a convivência e a credibilidade do jornalismo e da comunicação pública”, concluíram.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático