A. Pérez Meca - Europa Press - Arquivo
MADRID 26 maio (EUROPA PRESS) -
As associações militares de Oficiais Não Comissionados das Forças Armadas (ASFASPRO), Militares Unificados da Espanha (AUME) e a União de Tropas Militares (UMT) exigiram nesta segunda-feira que o Ministério da Defesa negocie mais verbas para os salários dos membros das Forças Armadas no plano de investimento em defesa, já que o que está planejado para este item lhes parece "insuficiente" e "decepcionante".
As associações valorizam o passo dado com o plano, que significará atingir o valor de 2% do PIB em defesa comprometido com a OTAN, mas denunciam que ele "ignora flagrantemente a realidade crítica" pela qual passa o pessoal que compõe as Forças Armadas, o que também resulta em uma "redução de tropas" devido a essa "precariedade".
O item para melhorar as condições dos militares leva 35% do financiamento do plano, dotado de 10.471 milhões, mas a ASFASPRO, AUME e UMT denunciam que essa porcentagem é reduzida a "irrisórios" 6,48%, 679 milhões, para aumentos e salários do pessoal.
O AUMENTO ANTERIOR, INCLUSIVE?
Além disso, eles dizem que é "preocupante" que o aumento de 200 euros por mês aprovado em abril possa ser incluído nesse item. "Se isso se confirmasse, a alocação orçamentária para o aumento salarial seria ainda mais miserável e inaceitável", alertaram em um comunicado.
"É incompreensível e irresponsável que essa demanda não seja priorizada, estamos diante de uma nova decepção para os militares porque o orçamento revela uma insuficiência palpável para resolver o grave problema da folha de pagamento militar", acrescentaram.
Diante dessa "injustiça manifesta", as associações exigem uma Sessão Plenária Extraordinária do Conselho de Pessoal das Forças Armadas (COPERFAS), órgão que garante o diálogo das associações com o Ministério da Defesa. "Qualquer atraso ou resposta insuficiente a essa demanda legítima e urgente será nada mais do que um sinal de ignorância deliberada das necessidades do pessoal militar", alertaram.
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