Diego Radamés - Europa Press - Arquivo
MADRID 2 jul. (EUROPA PRESS) -
Associações da Guarda Civil exigiram nesta quinta-feira a renúncia “com urgência” da diretora-geral da Guarda Civil, Mercedes González, e do diretor adjunto operacional (DAO), Manuel Llamas, após a imputação de ambos no “caso Leire Díez”, relacionado a uma suposta conspiração para prejudicar investigações judiciais.
Em um comunicado, a AUGC destacou a “gravidade” da acusação feita pelo juiz da Audiencia Nacional, Santiago Pedraz, e chamou a atenção para as reuniões realizadas por Mercedes González e Leire Díez, bem como para as instruções dadas aos agentes da Unidade Central Operativa (UCO) para que mantivessem uma postura discreta e não agissem de forma proativa.
“A situação é insustentável. Qualquer guarda civil investigado por fatos relacionados ao serviço sofre consequências imediatas em sua carreira profissional”, afirmou a AUGC, acrescentando que “não cabe um duplo padrão” para a cúpula do Instituto Armado.
PERMANECER NO CARGO PREJUDICA A INSTITUIÇÃO
O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, voltou a demonstrar sua confiança na diretora da Guarda Civil e no DAO após a acusação formal do juiz Pedraz. Mas, para a AUGC, a permanência no cargo “é incompatível com o exercício do comando e prejudica gravemente a imagem da instituição e a confiança de seus integrantes”.
A Jucil também pediu a renúncia, incluindo a do ministro Fernando Grande-Marlaska. “A permanência de ambos em seus respectivos cargos públicos é totalmente insustentável e compromete gravemente o prestígio e a neutralidade da instituição”, afirmou em um comunicado.
“Quem deve liderar os guardas civis na perseguição ao crime não pode estar sob o escrutínio dos tribunais como investigada”, acrescentou Jucil, que pediu a Mercedes González que deixe o cargo imediatamente “por dignidade institucional”.
Nesse sentido, a associação contrastou a “exemplaridade” da UCO e dos guardas civis que arriscam a vida nas ruas com o “descrédito” de seus máximos responsáveis políticos. “É a gota que transborda um copo já cheio pela sombra da suspeita”, enfatizou.
A UCO SEMPRE PERMANECERÁ
Outras organizações, como a AEGC, mostraram-se mais cautelosas e pediram que “se deixe a Justiça trabalhar para esclarecer os fatos” objeto de investigação, começando pela UCO, que deve realizar seu trabalho “com total liberdade”. “Defendemos o direito à presunção de inocência, mas a diretora tem apenas uma saída para evitar continuar prejudicando a boa reputação da Guarda Civil”, afirmou.
A APROGC é outra das organizações que reagiram à acusação, demonstrando sua “indignação” ao ver a Guarda Civil manchada por circunstâncias que qualificou de “lamentáveis”. “Sempre teremos a UCO; os cidadãos podem confiar na sua Guarda Civil”, indicou.
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