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MADRID 20 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chilenas confirmaram nesta quarta-feira que aceitaram a renúncia de Leonardo Moreno, o assessor encarregado de monitorar a compra da casa em que viveu o ex-presidente Salvador Allende pelo Executivo latino-americano, e que foi paralisada enquanto está sendo investigada pelo Ministério Público.
Fontes presidenciais citadas pelo jornal chileno 'La Tercera' indicaram que Moreno apresentou sua renúncia voluntária, após a polêmica em torno dessa operação, que beneficia a senadora Isabel Allende, filha do ex-presidente, e a ex-ministra da Defesa Maya Fernández, neta de Allende, que renunciou por esse motivo no início deste mês.
De acordo com a mídia mencionada, esse advogado não alertou sobre o conflito legal que a transação - que custa aos cofres do Estado mais de 890 mil euros - acarretaria, já que os dois beneficiários estão impedidos por lei de assinar contratos com o Estado.
Allende presidiu o Chile entre 1970 e setembro de 1973, quando se suicidou no Palácio de La Moneda, enquanto o chefe das forças armadas, general Augusto Pinochet, dava um golpe de Estado contra ele.
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