Europa Press/Contacto/Sadak Souici
MADRID 2 jun. (EUROPA PRESS) -
A Assembleia Nacional da França aprovou por unanimidade um projeto de lei promovido pelo secretário-geral da Renascença, Gabriel Attal, para elevar o capitão Alfred Dreyfus, nascido judeu, condenado em 1895 à prisão perpétua por alta traição em um caso alimentado pelo antissemitismo, ao posto de general de brigada.
"Mais de 130 anos depois, a representação nacional honra os valores e princípios da República, que traz justiça. Ela vem para devolver tudo o que é devido a esse homem que lutou pela França. Um herói francês", enfatizou Attal na mídia social.
O texto, que pretende ser um ato de reparação quase 130 anos após o caso Dreyfus, será agora encaminhado ao Senado. O capitão foi acusado de atuar como espião a serviço da Alemanha e posteriormente deportado para a Ilha do Diabo, na Guiana Francesa.
O rebaixamento de Dreyfus foi encenado no pátio principal da École Militaire francesa, diante de 20.000 pessoas, que assistiram a um superior arrancar suas condecorações do peitoral e separar seu sabre. O capitão foi perdoado em 1899 e finalmente exonerado em 1906.
Dreyfus foi reintegrado ao exército com o posto de comandante de esquadrão. O caso ganhou notoriedade após a famosa carta "J'accuse" do escritor Émile Zola. Investigações posteriores revelaram que as provas contra ele haviam sido fabricadas.
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