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MADRI, 24 ago. (EUROPA PRESS) -
A Assembleia Legislativa do estado de Sinaloa, no noroeste do México, aprovou neste domingo o pedido do governador Rubén Rocha Moya para deixar temporária e indefinidamente o cargo, no contexto da polêmica gerada por seu retorno ao cargo na sexta-feira, após permanecer mais de 100 dias afastado de suas funções enquanto era investigado por supostos crimes relacionados ao tráfico de drogas.
“Por unanimidade, aprova-se a licença nos termos solicitados pelo Dr. Rubén Rocha”, anunciou o presidente da Comissão Permanente do Congresso de Sinaloa, Manuel de Jesús Guerrero, em uma sessão pública extraordinária.
A decisão do Legislativo de Sinaloa ocorre um dia depois de Rocha Moya ter solicitado a licença temporária “por tempo indeterminado” e “por mais de 30 dias” para o cargo de governador, o que ele anunciou com a publicação de seu comunicado nas redes sociais.
Questionada pela imprensa sobre a referida resolução, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, considerou que é “o melhor para Sinaloa”, ao mesmo tempo em que ressaltou que o pedido de Rocha responde a uma “decisão pessoal”.
“Assim como ele tomou a decisão pessoal de voltar, também foi uma decisão pessoal se afastar”, observou a presidente, acrescentando que não conversou com o governador “desde a primeira vez que ele solicitou a licença”. Ambos pertencem ao partido de esquerda Morena (Movimento de Regeneração Nacional), fundado pelo ex-presidente Andrés Manuel López Obrador durante sua campanha presidencial nas eleições de 2012.
Foi na última sexta-feira que Rocha anunciou, de surpresa, seu retorno ao cargo, dizendo estar “de volta” e que assumia novamente “a responsabilidade de governar e trabalhar por Sinaloa e seu povo”, após meses afastado do cargo, a seu próprio pedido, para comparecer ao Ministério Público no âmbito da investigação movida por supostas ligações com o tráfico de drogas.
Seu retorno desencadeou um forte questionamento político interno, com destaque para vozes como a da própria Sheinbaum, que afirmou que “nenhum interesse pessoal pode jamais estar acima dos interesses do povo e da nação” e advertiu que “o poder sem princípios se transforma em arrogância”.
Vale lembrar que o governador já havia solicitado, em maio passado, ao Congresso do estado de Sinaloa uma autorização para se afastar temporariamente do cargo e, com isso, se defender das acusações de tráfico de drogas que os Estados Unidos formularam contra ele e nove funcionários estaduais.
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