Alberto Ortega - Europa Press
MADRID, 1 jun. (EUROPA PRESS) -
As seis universidades públicas da Comunidade de Madri, que estão realizando atualmente os exames do Concurso de Admissão à Universidade (PAU) do ano letivo de 2025/26, utilizam pela primeira vez dispositivos de radiofrequência para detectar fraudes.
Foi o que detalhou nesta segunda-feira a vice-reitora de Assuntos Estudantis da Universidade Complutense de Madri (UCM), Rosa de la Fuente, à imprensa por ocasião dos exames de admissão à universidade que acontecem até esta quinta-feira na região.
“Sempre dizemos que eles não podem ter os dispositivos, que eles precisam estar desligados, mas é verdade que nos preocupam dispositivos imperceptíveis, como microfones ocultos ou óculos de Inteligência Artificial (IA) generativa. Nos preocupa tudo o que possa servir para cometer fraude”, destacou.
Diante da “proliferação” de formas de fraude acadêmica que estão utilizando os ambientes digitais, as instituições de ensino superior, assessoradas também pelas escolas de ensino médio, desenvolveram medidas especiais, como a utilização aleatória de dispositivos de detecção de radiofrequências para evitar que “haja comunicações e que esses meios possam ser utilizados para copiar”.
DETECTAR SEM PERTURBAR A PROVA
Essa ferramenta detecta se há um celular ligado ou objetos que não são detectados à primeira vista. O objetivo é não perturbar a sala de aula durante a prova. Quando um membro da banca detecta algum telefone ligado, o dispositivo vibra.
Se o membro da banca não souber exatamente a quem pertence o dispositivo ou tiver dúvidas, ele o recolocará em outro local da sala de aula. Em qualquer caso, ele deverá seguir um protocolo: marcar a prova e permitir que o aluno continue a prova, a fim de garantir a presunção de inocência do aluno.
“A banca examinadora determinará a gravidade da infração. Se for grave, provavelmente resultará em reprovação e na não qualificação dessa prova. Se houver reincidência ou se constatarmos uma conversa por meio de um fone de ouvido, será uma infração muito grave e poderá resultar não apenas na reprovação nessa prova, mas em toda a avaliação. Temos que garantir a igualdade de mérito entre todos os participantes da prova”, defendeu De la Fuente.
ADAPTAÇÃO NOS PRÓXIMOS ANOS
A vice-reitora de Assuntos Estudantis da Complutense reconheceu que a tecnologia “avança a velocidades que não sabemos”, por isso, no próximo ano, eles revisarão novamente este protocolo para tomar as medidas que “forem necessárias”.
“Mas acredito que é verdade que quem está fazendo a prova de hoje não vai fazer uso dessas tecnologias. Acredito que será uma minoria, mas é um fator dissuasivo e iremos adaptando a tecnologia até encontrarmos as medidas suficientes”, destacou.
Nesse sentido, ele reconheceu que os fiscais da sala de aula têm instruções para realizar uma vigilância “ativa, talvez mais do que em qualquer outro ano” para detectar comportamentos aos quais “normalmente talvez não prestassem atenção antes”. “Temos este detector que é bem experimental. Queremos ver como funciona”, afirmou.
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