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MADRID, 6 abr. (EUROPA PRESS) -
A candidata do Fuerza Popular (FP) e várias vezes aspirante à presidência do Peru, Keiko Fujimori, lidera com 14,5% da intenção de voto para as eleições deste domingo, de acordo com as últimas pesquisas divulgadas.
Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, se destaca como a candidata mais bem posicionada em um cenário eleitoral marcado por uma profunda fragmentação do voto, no qual os peruanos terão que escolher entre 35 candidatos, uma situação inédita na sempre conturbada vida política do país andino.
O grande número de candidatos fez com que os indecisos representassem um terço do eleitorado. Cerca de nove milhões de peruanos ainda não sabem em quem votarão neste domingo. O que está claro é que nenhum candidato obterá maioria absoluta, pelo que os eleitores estão fadados a um segundo turno em 7 de junho.
O segundo mais popular entre os eleitores é Carlos Álvarez, candidato do partido conservador País para Todos, um apresentador de televisão conhecido por suas imitações em programas de humor, que registrou um notável crescimento eleitoral, chegando a 10,9% da intenção de voto.
Essa tendência contrasta com a estagnação de Rafael López Aliaga, ex-prefeito de Lima e candidato pelo partido Renovación Popular, que fica com 9,9% dos votos, depois de ter ultrapassado, em algumas ocasiões, os 13%, conforme indica a última pesquisa realizada pela empresa de pesquisa Datum para o jornal “El Comercio”.
As demais pesquisas divulgadas nas últimas horas, antes da imposição do silêncio eleitoral a partir desta segunda-feira, conforme determina a legislação peruana, coincidem em colocar Fujimori em destaque na liderança, seguida por esses dois candidatos, separados por apenas algumas décimas.
Com base nesse cenário, o futuro presidente do Peru não contará com o apoio de uma maioria no Parlamento, o que vem ocorrendo desde 2016, o que significa que se avizinham dificuldades para avançar em sua agenda política.
Desta vez, ele terá de lidar com um Congresso bicameral; nessas eleições, o Senado retorna após seu desaparecimento na década de 1990, menos fragmentado do que em anos anteriores, depois que os parâmetros de representação se tornaram ainda mais rígidos, o que coloca em risco a representação de milhões de eleitores.
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