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MADRID 10 jan. (EUROPA PRESS) -
A Central Obrera Boliviana (COB), sindicato que liderou os protestos contra o fim do subsídio ao diesel na Bolívia, abandonou a mesa de negociações com o governo de Rodrigo Paz diante da recusa das autoridades em revogar o Decreto 5503, que suspende os subsídios a este combustível, juntamente com outras centenas de disposições.
“Tudo tem um fim, infelizmente recebemos a recusa do governo em revogar este maldito decreto 5503, e recebemos um 'não' como resposta”, indicou o líder sindical Mario Argollo em declarações recolhidas pela cadeia de televisão Unitel.
Nesse sentido, os sindicalistas apostaram em aumentar as mobilizações nas ruas e rodovias do país, convocando “todo o povo boliviano” a pressionar o governo para que revogue o decreto que trará “fome” às próximas gerações.
Por sua vez, as autoridades bolivianas criticaram a intransigência da COB e garantiram que suas posições têm sido contraditórias, sustentando que as negociações estavam indo bem há alguns dias.
“Há dois dias, parecia que tínhamos um acordo porque a COB, a liderança, nos mostrou uma posição de que havia artigos bons e outros ruins, que mereciam observação, e avançamos nesse trabalho e havia um princípio de acordo”, indicou o ministro da Economia boliviano, José Gabriel Espinoza.
O ministro boliviano pediu à COB que refletisse por escrito sua posição para “divulgar à população qual é a posição real da organização”, um pedido que, segundo Espinoza, teria motivado a saída do sindicato da mesa de negociações.
Apesar da situação, o governo indicou que continua aberto ao diálogo, mas que tomará “as medidas cabíveis” para enfrentar os bloqueios que já estão ocorrendo em todo o país latino-americano.
Até o momento, a Administradora Boliviana de Carreteras (ABC) informou 52 pontos de bloqueio, dos quais quase metade se encontra no departamento de La Paz. No mês passado, pelo menos oito pessoas foram detidas nos protestos que ocorreram em La Paz contra as novas medidas econômicas anunciadas pelo presidente boliviano, Rodrigo Paz.
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