ROMINA SANTARELLI/ MINISTERIO DE CULTURA DE ARGENT
MADRID 16 jan. (EUROPA PRESS) -
A Associação Madres de Plaza de Mayo, grupo argentino especializado em direitos humanos e formado em 1977 durante a ditadura de Jorge Rafael Videla, exigiu a libertação da líder indígena Milagro Sala, condenada em 2025 por desvio de fundos públicos no âmbito do caso “Pibes Villeros”, que também envolve altos cargos provinciais e cooperativistas.
Durante um novo protesto convocado no centro da capital argentina, Buenos Aires, os presentes, liderados pela presidente da associação, Carmen Arias, reivindicaram a liberdade para Sala, mas também para outros “presos políticos” na Argentina. Sala está presa há dez anos, uma situação que seus defensores descreveram como “arbitrária”. Familiares de pessoas desaparecidas se juntaram às manifestações, que exigem o respeito aos direitos humanos de todos os argentinos. Arias lamentou a situação de Sala e afirmou que se trata de uma “vergonha” e uma “violação” de seus direitos e liberdades fundamentais. Além disso, fontes médicas apontam que ela apresenta graves problemas de saúde, pelo que seus familiares exigiram sua libertação imediata. A própria líder indígena denunciou que sofre perseguição por ter criticado as políticas promovidas por governos anteriores. Sala já havia sido condenada em 2017 a três anos de prisão por instigar protestos contra o governador de Jujuy, Gerardo Morales. Da mesma forma, foi absolvida das acusações de tentativa de homicídio por supostamente ter contratado assassinos para matar um homem em 2007.
Túpac Amaru, o grupo liderado por Sala, é um sindicato de natureza indígena ligado à Central dos Trabalhadores da Argentina (CTA). Conta com 70.000 afiliados e está presente em 15 das 23 províncias que compõem a nação austral.
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