Publicado 31/07/2026 12:05

As Ilhas Canárias pedem ao Governo federal diálogo e negociação para reforçar a prevenção de incêndios e a gestão florestal

Archivo - Arquivo - O secretário de Transição Ecológica, Mariano Hernández Zapata
GOBIERNO DE CANARIAS - Arquivo

SANTA CRUZ DE TENERIFE 31 jul. (EUROPA PRESS) -

A Secretaria de Transição Ecológica e Energia do Governo das Canárias aderiu à declaração conjunta assinada por várias comunidades autônomas, na qual se exige que o Governo central inicie uma negociação efetiva para chegar a um Acordo Nacional de Prevenção, Coordenação e Resposta a Riscos Naturais.

O documento defende a necessidade de enfrentar os efeitos das mudanças climáticas por meio de uma estratégia integral que combine políticas de mitigação com um compromisso firme com a adaptação, a prevenção, o manejo florestal, a proteção civil, o planejamento hídrico e uma verdadeira cogestão entre as administrações.

Além disso, relembra que as comunidades autônomas apresentaram, há meses, uma proposta conjunta com medidas concretas que, até o momento, não foi objeto de negociação por parte do Governo da Espanha.

Em um comunicado, o secretário de Transição Ecológica e Energia, Mariano Hernández Zapata, destacou que “as Ilhas Canárias compartilham da necessidade de alcançar um grande acordo nacional” diante dos riscos climáticos, um pacto para o qual “as comunidades autônomas vêm apresentando há meses propostas concretas sem obter resposta”.

“A Espanha precisa de menos anúncios unilaterais e mais acordos reais, pois os pactos não se constroem solicitando adesões a um documento já elaborado, mas sim a partir do diálogo, da negociação e da cogestão entre todas as administrações”, acrescentou o secretário regional.

Zapata destacou que o Arquipélago conhece em primeira mão a importância de se antecipar aos efeitos das mudanças climáticas e de reforçar a capacidade de resposta das administrações públicas.

Nesse sentido, ele considera que a luta contra as mudanças climáticas exige continuar avançando na redução das emissões, mas também reforçar as políticas de adaptação. Ele acrescentou, ainda, que em um território especialmente vulnerável como as Canárias, sabe-se que “proteger a população e o patrimônio natural passa por investir em prevenção, gestão florestal, planejamento e capacidade de resposta durante todo o ano”.

ESTRATÉGIA DAS CANÁRIAS

O secretário lembrou que o Governo das Canárias vem promovendo uma estratégia baseada precisamente nessa prevenção permanente, por meio do fortalecimento dos dispositivos de prevenção e combate a incêndios, da aprovação do novo Plano Florestal das Canárias, o incentivo à gestão florestal ativa e os investimentos destinados a melhorar a resiliência do território diante dos efeitos das mudanças climáticas.

A declaração conjunta considera que um “verdadeiro pacto nacional” deve ser construído por meio de um processo de negociação entre as administrações, “com recursos financeiros suficientes, mecanismos de coordenação e acompanhamento, bem como o correspondente apoio parlamentar”. Entre outras questões, solicita a convocação urgente da Conferência Setorial do Meio Ambiente para dar início a esse processo de diálogo.

Por fim, Mariano Hernández reiterou a disposição do Governo das Canárias em contribuir para esse acordo e assegurou sua “vontade” de colaborar e construir acordos úteis.

“Apoiamos a abertura de uma negociação real que permita dotar a Espanha de uma estratégia compartilhada, com financiamento suficiente, objetivos claros e mecanismos eficazes de coordenação entre as administrações. Os cidadãos precisam de respostas eficazes diante de riscos cada vez mais frequentes e intensos, e essas respostas só podem ser construídas a partir da cooperação institucional”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado