SANTA CRUZ DE TENERIFE 12 mar. (EUROPA PRESS) - O Governo das Ilhas Canárias, em coordenação com o País Basco, solicitou ao presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, a realização “o mais rápido possível” de uma Conferência Extraordinária de Presidentes para coordenar e abordar as consequências da guerra no Oriente Médio.
Foi o que anunciou nesta quinta-feira o presidente regional, Fernando Clavijo, em declarações à imprensa antes do início do último dia do Debate sobre o Estado da Nacionalidade Canária.
Ele detalhou a conversa telefônica mantida há dois dias com o lenhendakari, Imanol Padrales, que lhe mostrou sua preocupação com o “impacto negativo” que esta situação terá na região que preside, “com uma potente indústria eletrointensiva e um alto consumo energético”.
“E nós”, acrescentou Clavijo, “que dependemos praticamente de quase 92% de todo o transporte e do que nos vem do exterior, obviamente teremos um impacto”.
COORDENAÇÃO Assim, e apesar de ambas as comunidades autónomas irem estabelecer medidas face aos prováveis efeitos do conflito no Médio Oriente, as regiões solicitaram ao Executivo central, através de uma carta, a convocação de uma Conferência Extraordinária de Presidentes para coordenar a ação da administração do Estado com a das comunidades autónomas.
“Entendemos que o impacto chegará, sem dúvida, que haverá inflação, que isso prejudicará as famílias, porque o aumento dos preços, por si só, já lhes tirará renda e, portanto, as medidas devem ser direcionadas e concretas para pessoas vulneráveis”, disse ele.
Ele adiantou que o Governo mantém um acompanhamento especial dos possíveis efeitos econômicos da guerra nas Ilhas Canárias, de modo que se trabalha em articulação com sindicatos, setor empresarial e a área de Economia do Executivo regional em instrumentos fiscais e em ajudas concretas.
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