Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo
Sánchez foi o anfitrião dessa iniciativa em Nova York, juntamente com os presidentes do Chile, Brasil, Colômbia e Uruguai.
MADRID, 3 out. (EUROPA PRESS) -
As fundações ligadas ao PSOE, Avanza, Alternativas e Pablo Iglesias, vão se unir a uma rede global de think tanks com o objetivo de combater as ideias da extrema direita, que começará propondo medidas para a regulamentação internacional contra a desinformação.
A criação desse grupo foi promovida pelo presidente do governo e secretário-geral do PSOE, Pedro Sánchez, juntamente com os presidentes do Chile, Gabriel Boric, do Brasil, Lula da Silva, da Colômbia, Gustavo Petro, e do Uruguai, Yamandú Orsi, durante a semana de alto nível das Nações Unidas, em setembro deste ano, em Nova York.
Também participarão think tanks do Chile (Instituto Igualdad e Rumbo Colectivo), do Brasil (Instituto Futuro e Escritório Brasil Washington), da Colômbia (Instituto de Pensamiento Progresista), do Uruguai (Fundación Liber Seregny), da Austrália (Australia Institute) e do Canadá (Broadbent Institute).
Os promotores esperam acrescentar outras organizações, como a Horizonte Ciudadano e a Nodo 21 no Chile, a Fundación Perseu Abramo no Brasil, a Fundación Carolina na Espanha ou o Instituto de Formación Política Morena do México, e também estão em contato com fundações semelhantes nos EUA, no Reino Unido e na UE.
A Fundação Avanza - fundada em 2024 para ser o principal think tank ligado ao PSOE - considera relevante a criação de uma rede de centros progressistas diante do "drástico colapso da ordem internacional" e da expansão da "nova direita radical", cujas ideias "estão minando as bases institucionais da democracia representativa", conforme indicado em uma declaração.
"Diante dessa cruzada ideológica reacionária, há uma oportunidade histórica de passar para uma ofensiva internacional no plano das ideias", argumentam.
REUNIÃO NA ESPANHA EM 2026
A rede, que está em fase de gestação, terá como pilares a produção "rigorosa" de ideias baseadas em evidências científicas "abrindo novas perspectivas para políticas de progresso, a disseminação pública de ideias democráticas e a cooperação internacional em pesquisa aplicada".
Entre os acordos alcançados em Nova York, vale destacar que, antes do final de 2025, as instituições promotoras chegarão a um consenso sobre a definição da forma jurídica em que a rede será articulada e as condições para a adesão de novos membros. Da mesma forma, a forma jurídica definirá o status dos membros, bem como a participação de outras organizações colaboradoras e indivíduos envolvidos na missão da rede.
Seu primeiro projeto será um estudo sobre "Diálogo, autorregulação e regulamentação internacional de grandes plataformas para combater a desinformação". Esse relatório será apresentado na próxima reunião de alto nível a ser realizada na Espanha em 2026.
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