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Bagdá confirma confrontos em março em uma zona desértica com “patrulhas desconhecidas apoiadas por aeronaves”
MADRID, 12 maio (EUROPA PRESS) -
As Forças de Mobilização Popular (FMP), formadas por dezenas de milícias majoritariamente pró-iranianas e integradas às forças iraquianas, anunciaram nesta terça-feira operações no deserto ocidental para inspecionar a suposta presença de uma base clandestina de Israel na região, conforme revelado no fim de semana pelo jornal norte-americano “The Wall Street Journal”.
O chefe do Comando de Operações no Médio Eufrates das FMP, Sayad al Asadi, afirmou que as operações, nas quais participa o Exército iraquiano, concentram-se na zona desértica de Najaf com o objetivo de “estabelecer controle na zona a partir de quatro eixos”, segundo um comunicado publicado por essa organização paramilitar.
Assim, ele destacou que “as forças de segurança começaram a avançar a partir do posto de Al Faj” com o objetivo declarado de “estabelecer controle total” na região, com uma área de ação em um raio de 120 quilômetros, chegando até a zona da fronteira com a Arábia Saudita.
O comunicado foi publicado logo após o Comando de Operações Conjuntas do Exército do Iraque ter enfatizado que “não existem bases ou forças não autorizadas” nessa região do país, apontando para um confronto com “patrulhas desconhecidas apoiadas por aeronaves” em 5 de março de 2026, sem especificar a que país essas forças pertenceriam.
Nesse sentido, afirmou que as forças de segurança enfrentaram esses elementos, obrigando-os a “retirar-se aproveitando a cobertura aérea”, combates que resultaram na morte de um agente iraquiano. “Não existem bases ou forças não autorizadas desde a data mencionada até hoje”, destacou em uma mensagem nas redes sociais.
Por isso, ele ressaltou que “alguns tentam explorar politicamente este incidente” e alertou que essas informações “prejudicam a reputação do Iraque e de seus comandantes de segurança”. “Serão tomadas as medidas legais necessárias contra qualquer pessoa que tente divulgar informações enganosas ou boatos mal-intencionados”, acrescentou.
As operações ocorrem dias depois de o “The Wall Street Journal” ter noticiado, no fim de semana, que Israel chegou a estabelecer uma base militar clandestina nessa zona desértica do Iraque para apoiar sua ofensiva aérea contra o Irã, lançada de surpresa em 28 de fevereiro em conjunto com os Estados Unidos.
De acordo com essas informações, atribuídas a fontes oficiais americanas, as forças israelenses chegaram a lançar bombardeios contra tropas iraquianas que quase chegaram ao local — erguido pouco antes do início da ofensiva contra o Irã e com o conhecimento de Washington —, o que poderia coincidir com o relato de Bagdá sobre combates na zona.
Até o momento, nem as autoridades de Israel nem as dos Estados Unidos se pronunciaram sobre a veracidade das informações do “The Wall Street Journal”, publicadas em meio a um cessar-fogo alcançado em 8 de abril entre Washington e Teerã e ao impasse do processo diplomático para chegar a um acordo de paz.
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