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MADRID 10 jul. (EUROPA PRESS) -
As forças de segurança de Israel detiveram brevemente nesta sexta-feira o grande mufti de Jerusalém e da Palestina, o xeque Mohamad Husein, após as orações de sexta-feira na mesquita de Al-Aqsa, segundo denúncias das autoridades palestinas, sem que, até o momento, tenham sido divulgados os motivos da prisão.
As autoridades palestinas de Jerusalém informaram, em uma mensagem nas redes sociais, que o homem foi liberado logo após ser detido, após seu sermão na mesquita, e especificaram que “foi-lhe proibido entrar na mesquita de Al-Aqsa por uma semana”.
A detenção de Husein ocorreu após orações nas quais estiveram presentes cerca de 70 mil pessoas, segundo a agência de notícias palestina WAFA, em meio a duras restrições impostas pelas forças de segurança na Esplanada das Mesquitas, conhecida pelos judeus como Monte do Templo e pelos muçulmanos como Nobre Santuário.
O local, sob controle de Israel após a tomada da Cidade Velha de Jerusalém durante a Guerra dos Seis Dias (1967), tem sido também palco de tensões devido às visitas de altas autoridades israelenses, o que também provocou críticas por parte da Jordânia, responsável por zelar pelo “statu quo” na Esplanada das Mesquitas.
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