Publicado 08/06/2026 08:23

As Forças Armadas do Irã alertam para ataques "mais severos" caso Israel continue com seus bombardeios

Afirmam ter atingido "alvos importantes e sensíveis" e ter desferido "golpes devastadores" contra Israel

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo de mísseis lançados pela Guarda Revolucionária do Irã durante um exercício militar.
-/IRGC via Sepahnews via ZUMA Pr / DPA - Arquivo

MADRID, 8 jun. (EUROPA PRESS) -

As Forças Armadas do Irã afirmaram ter desferido “golpes devastadores” contra Israel com seus últimos ataques desde a tarde de domingo e alertaram para bombardeios “ainda mais severos” caso Israel continue com suas operações aéreas contra o país, os primeiros confrontos desde a assinatura, em 8 de abril, de um acordo de cessar-fogo.

“Como prometemos, agimos”, disse o porta-voz do Comando Central de Jatam al Anbia, Ebrahim Zolfaqari, que destacou que as forças iranianas “demonstraram estar no auge de suas capacidades defensivas e ofensivas ao agir com rapidez e precisão, fazendo com que os inimigos americanos e sionistas se arrependam de suas ações”.

Assim, ele ressaltou que os ataques iranianos atingiram “alvos importantes e sensíveis” em Israel, que teria recebido “golpes duros, precisos, inteligentes e devastadores” por parte do Irã, segundo informou a emissora de televisão pública iraniana, IRIB.

“Os criminosos Estados Unidos e o brutal regime sionista devem saber que o Irã é forte e orgulhoso, e que as orgulhosas forças de resistência na região permanecerão firmes sob qualquer circunstância e contra qualquer ameaça”, afirmou.

Nesse sentido, ele enfatizou que as tropas iranianas “nunca se renderão diante de inimigos que estão perdendo a guerra”, em referência ao conflito desencadeado pela ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país. "Se sua agressão e maldade continuarem, serão tratados com maior severidade", concluiu.

As palavras de Zolfaqari foram proferidas horas depois de o Irã ter lançado várias rajadas de mísseis contra o norte de Israel, em retaliação ao bombardeio israelense deste domingo sobre bairros do sul de Beirute, capital do Líbano.

Além disso, ocorreram depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que ligaria para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para que ele não retribuísse o ataque, a fim de facilitar uma saída negociada para o conflito, embora Israel tenha feito ouvidos moucos e lançado várias ondas de bombardeios contra o país.

O Irã vem alertando há semanas contra as ações israelenses no Líbano e na Faixa de Gaza, argumentando que o acordo de cessar-fogo alcançado em abril com os Estados Unidos abrangia toda a região. No entanto, o Exército israelense intensificou, nas últimas semanas, seus bombardeios e acelerou sua invasão do Líbano, tensionando o processo de diálogo mediado pelo Paquistão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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