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MADRID 2 abr. (EUROPA PRESS) -
As Filipinas anunciaram nesta quinta-feira que chegaram a um acordo com o Irã para garantir a segurança de seu abastecimento energético e de seus marinheiros retidos na zona do Estreito de Ormuz, à medida que avança a ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel há mais de um mês.
Em uma ligação com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, sua homóloga filipina, Theresa Lazaro, avaliou a conversa como “produtiva”, após anunciar um acordo pelo qual, a priori, Teerã permitirá a passagem pela zona de Ormuz.
“Com base nas recentes conversas, chegamos a um acordo positivo sobre a segurança de nossos marinheiros e a segurança de nosso abastecimento energético”, afirmou a ministra filipina, que destacou o “cálido espírito de cooperação” com o Irã.
Este acordo surge no momento em que o preço do petróleo subia mais de 6,5% às 10h e ultrapassava os 107 dólares, após as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país está “prestes” a atingir seus objetivos no Irã, mas anunciando novas ofensivas para as próximas duas ou três semanas.
Washington insiste que o estreito de Ormuz será aberto “de forma natural” quando “o conflito tiver terminado”. A estimativa da Casa Branca é que Teerã terá que vender petróleo porque “é a única coisa que tem para tentar se reconstruir” e, sem citar nomes, Trump instou os “países do mundo que recebem petróleo” através do estreito a serem eles que “cuidem” da passagem, bem como a “aproveitá-la” e “valorizá-la”.
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