MINISTERIO DE DEFENSA DE SIRIA
Pelo menos cinco civis morrem em bombardeios da artilharia do Exército, apesar do cessar-fogo anunciado MADRID 26 jan. (EUROPA PRESS) -
As Forças Democráticas Sírias (FDS) denunciaram nesta segunda-feira novos ataques do Exército sírio e milícias aliadas nas localidades de Al Safa, Chalabiya, Jarab Ishk e Zarik, nas proximidades da cidade de Kobane, sitiada há mais de uma semana pelas forças do governo central sírio.
“Os combates continuam, em particular na localidade de Chalabiya, para onde os agressores enviaram reforços, carros de combate e veículos blindados”, informou o porta-voz das FDS, Farhad Shami, nas redes sociais.
Esses ataques representam “uma violação clara e explícita” do acordo de cessar-fogo renovado pelas autoridades centrais sírias neste fim de semana por mais 15 dias. Por isso, Shami apelou ao seu “direito legítimo à defesa”. Além disso, as FDS informaram da morte de cinco civis da mesma família num bombardeamento de artilharia, carros de combate e drones em Jarab Ashk. “As milícias pró-governamentais cometeram um massacre horrível na aldeia de Jarab Ashk”, destacou Shami. Outros cinco civis ficaram feridos. O porta-voz das milícias curdo-árabes assegurou, por outro lado, que as forças de Damasco contam com o apoio aéreo de drones turcos do tipo Bayraktar, que realizaram “bombardeios intensivos”.
Por sua vez, o Exército sírio acusou as FDS de lançar 25 drones suicidas contra posições militares nas proximidades de Kobane (Ain al Arab, pelo seu nome árabe) e contra residências civis e estradas em Sirrin. Várias pessoas ficaram feridas. Kobane, agora sitiada pelas forças governamentais sírias, foi o símbolo da resistência das milícias curdo-árabes contra a ofensiva do Estado Islâmico em 2015, numa batalha que se tornou o ponto de inflexão num conflito em que as FDS, com apoio militar dos Estados Unidos, conseguiram erradicar o domínio territorial do grupo jihadista no nordeste da Síria.
O governo sírio anunciou, em 18 de janeiro, um acordo de cessar-fogo e integração das instituições militares e civis da Administração Autônoma do Norte e Leste da Síria (AANES) nas instituições centrais sírias, o que, na prática, significa sua dissolução.
O acordo foi publicado em meio a uma ofensiva militar do Exército e suas milícias aliadas em Aleppo, Raqqa, Hasaka e Deir Ezzor e às denúncias das FDS de crimes brutais perpetrados pelas forças pró-governo. As FDS confirmaram a assinatura do acordo “para evitar uma guerra civil”, enquanto seu principal apoio, as forças militares americanas na Síria, fizeram ouvidos moucos aos seus pedidos de ajuda diante da ofensiva de Damasco. A população curda está espalhada pela Turquia, Irã, Iraque e Síria, e soma um total de cerca de 40 milhões de pessoas. A nível político, só têm um reconhecimento formal e uma certa autonomia na região autónoma do Curdistão iraquiano.
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