Publicado 09/01/2026 12:02

As FDS denunciam ataques do Exército sírio em Alepo, apesar da trégua anunciada por Damasco.

07 de janeiro de 2026, Síria, Aleppo: Um soldado do governo sírio monta guarda na estrada que leva aos bairros de Sheikh Maqsoud e Ashrafieh, em Aleppo, após novos confrontos entre as forças curdas e as tropas governamentais. O governo provisório sírio em
Moawia Atrash/dpa

MADRID 9 jan. (EUROPA PRESS) -

As Forças Democráticas Sírias (FDS) denunciaram nesta sexta-feira que facções armadas afiliadas ao governo de Ahmed al Shara renovaram os ataques ao bairro curdo de Seij Maqsud, em Aleppo, apesar da trégua anunciada horas antes pelas novas autoridades instaladas em Damasco após a queda de Bashar al Assad.

As FDS repeliram com sucesso os ataques, obrigando as facções conhecidas como Al Amshat, Al Hamzat e Nurredín al Zenki a recuar, segundo informou a milícia síria nas suas redes sociais. Seij Maqsud, pelo quarto dia consecutivo, é palco de bombardeamentos e ataques contínuos das forças afiliadas ao governo de Al Shara. “Nosso povo e nossas forças de segurança estão oferecendo grande resistência”, destacou o Conselho Popular de Sheij Maqsud e Ashrafiyé, segundo a agência curda ANF.

“Esses ataques buscam iniciar um massacre e uma nova onda migratória contra nosso povo nesses bairros, que vivem e residem neles há centenas de anos”, denunciou o Conselho, apontando também para a colaboração da Turquia nessa nova ofensiva, que vem ocorrendo desde 6 de janeiro.

Nesse sentido, criticaram o “silêncio” das potências internacionais e denunciaram a perseguição do novo governo de Al Shara contra a “diversidade da Síria”. Da mesma forma, advertiram que continuarão lutando. “É impossível para nós dar um passo atrás (...) Decidimos permanecer em nossos bairros e protegê-los”, destacaram.

O Exército sírio confirmou nesta quinta-feira o início de uma campanha de bombardeios contra posições das FDS — que denunciaram pelo menos doze mortos e mais de 60 feridos em consequência dos ataques atribuídos a Damasco — em Sheij Maqsud e Ashrafiyé, assegurando que esses bairros controlados pelas milícias curdas foram convertidos em “quartéis-generais, postos militares e centros de lançamento de operações” e justificando essa ação para “neutralizar as posições estratégicas” do grupo armado.

Além disso, apontou esses dois bairros de Aleppo como “alvos militares legítimos” e abriu “corredores humanitários” para evacuar a população civil, em meio às crescentes tensões entre Damasco e as milícias curdas após a falta de avanços para um acordo definitivo sobre a integração das forças curdas e o papel das autoridades curdas semiautônomas no futuro do país após a queda de Bashar al Assad em dezembro de 2024.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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