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MADRID 20 set. (EUROPA PRESS) -
As eleições regionais deste domingo em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e em Berlim estão recebendo uma atenção incomum após o impacto causado pela vitória esmagadora do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições da Saxônia-Anhalt.
Em Berlim, 2,5 milhões de eleitores registrados elegem o parlamento da cidade-estado, enquanto em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental são 1,3 milhão de pessoas convocadas às urnas. Na capital alemã, as pesquisas colocam a União Democrata Cristã (CDU), que atualmente governa com o apoio do histórico Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), empatada com cerca de 20% de apoio com A Esquerda. Logo atrás, bem próximos, estão a AfD e os Verdes.
Em Meclemburgo-Pomerânia Ocidental, a presidente regional cessante, do SPD, Manuela Schwesig, está cada vez mais próxima da política federal e lidera as pesquisas. Ela poderia contar novamente com o apoio da Esquerda para continuar governando.
Atrás do SPD está a AfD, que começou a campanha eleitoral bem atrás, mas conseguiu diminuir a diferença e até aspira a ser a força mais votada. O partido de extrema direita já foi a primeira força política neste estado em duas ocasiões, mas as demais formações se recusam a fazer acordos com ele. A CDU fica bem atrás, em níveis históricos baixos, em torno de 6% a 7%.
Além disso, a votação terá um claro significado em nível nacional, com o questionado chanceler Friedrich Merz, da CDU. A última pesquisa da Infratest para a televisão pública ARD revela que apenas 10% dos alemães confiam na situação do país e que 90% consideram negativo o desempenho do governo federal.
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