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ALBACETE 10 fev. (EUROPA PRESS) -
O prefeito de Albacete, Manuel Serrano, alertou na noite desta segunda-feira, em uma coletiva de imprensa urgente, sobre a “situação de emergência na cidade” após vários dias de chuvas fortes que saturaram os sistemas de drenagem da capital, gerando inundações que afetaram ruas, garagens, lojas e residências, com a água jorrando de bueiros e esgotos.
A chuva, proveniente da serra de Alcaraz, chegou a atingir mais de 400 litros por metro quadrado nos últimos 30 dias, causando o colapso do rio Jardín, que se conecta aos canais da Lobera e Acequión até desaguar no canal de María Cristina, que atravessa a cidade subterraneamente.
Segundo Serrano, “o acúmulo de água transbordou o sistema de coletores da rede da capital da província”, afetando ruas como Juan de Toledo, Alicante, Letur ou Paseo de la Cuba. O arquivo da Fábrica de Harinas foi inundado e duas pessoas que residiam na rua Gabriel Ciscar tiveram que ser realocadas.
Diante dessa situação, a prefeitura acionou o plano municipal de emergências, mas o prefeito explicou que a solução depende da Confederação Hidrográfica do Júcar, à qual, desde a última sexta-feira, vinham alertando sobre a situação e solicitando que rompesse o canal a montante, na altura do município de La Herrera, como já foi feito em uma situação semelhante em 2012. “Mesmo que drenemos a água, como o coletor não absorve, a única coisa que estamos fazendo é transferir o problema para a casa vizinha. O que é preciso fazer é parar o fluxo que chega à cidade”, afirmou o prefeito. Serrano criticou a ausência de soluções por parte da Confederação, à qual nos últimos quatro dias enviaram “até três cartas avisando para limparem os canais, que são de sua competência”. Segundo o prefeito, o presidente da Confederação “tudo o que fez foi jogar a bola para fora”, devido a uma questão de competência com a base hídrica que também envolve as Confederações do Tejo e do Segura. “Não podemos agora começar a discutir questões de competência. Situações extraordinárias exigem medidas extraordinárias, ainda mais quando estão em perigo habitações, garagens, lojas e, acima de tudo, pessoas”, alertou o prefeito. A prefeitura agradeceu a rápida colaboração da Diputación e da Junta de Comunidades, que garantiram que colocaram à sua disposição todos os meios disponíveis. Até ao momento, 125 quilómetros da rede de coletores pluviais estão inundados e a evolução da situação dependerá, segundo concluiu o presidente da Câmara, das chuvas dos próximos dias.
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