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MADRID, 10 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, denunciaram nesta quarta-feira um ataque com drones pela Ucrânia contra um importante museu na cidade de Sebastopol, um incidente que provocou um incêndio nas instalações, mas que não causou vítimas.
O governador de Sebastopol, Mikhail Razvozaev, indicou que “um drone colidiu deliberadamente” contra o museu, que comemora a Guerra da Crimeia (1853-1856), que opôs o Império Russo a uma aliança formada pelo Império Otomano, França, Reino Unido e Sardenha, e que resultou na derrota de Moscou.
“O inimigo atacou um local de patrimônio cultural, um dos principais símbolos da Cidade dos Heróis”, afirmou, antes de garantir que a situação é “extremamente grave” devido aos danos sofridos pelo edifício.
“Esses bárbaros e monstros atacaram deliberadamente o que mais prezamos, tentando destruir nossa própria essência. Somente degenerados absolutos poderiam fazer algo assim: atacar deliberadamente um museu”, sublinhou, antes de destacar que “Sebastopol não tem medo”. “Sebastopol lembra”, destacou.
Nesse sentido, ele enfatizou que o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, “nunca destruirá o que está gravado no código genético”. “Vamos restaurar tudo. Seremos ainda mais fortes”, destacou Razvozaev, que prometeu que o museu “será uma lembrança de que qualquer tentativa de destruir a cidade termina com a derrota dos inimigos”.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, condenou o “ato bárbaro por parte do regime de Kiev” e lembrou que este acontecimento “é uma nova prova de por que os ocidentais exploram o regime de Kiev para seus próprios fins”, conforme noticiado pela agência de notícias russa TASS.
"Eles precisam, entre outras coisas, destruir as provas de seus crimes e de suas derrotas", explicou Zakharova, que acusou os países ocidentais de “terem experiência” em destruir monumentos em seus territórios e em “tentar influenciar, sem sucesso, as políticas internas russas divulgando materiais pseudocientíficos ou pseudohistóricos”.
ATAQUE CONTRA CHEBOKSARI
Por outro lado, pelo menos três pessoas ficaram feridas em um ataque com mísseis contra a cidade russa de Cheboksari, localizada na região de Chuvásia (centro), segundo denúncias das autoridades regionais, que acusaram diretamente a Ucrânia, que ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.
O governador da Chuvásia, Oleg Nikolaev, afirmou em uma mensagem nas redes sociais que Cheboksari foi alvo de “um ataque com mísseis” e confirmou dois feridos em estado moderado e um em estado leve. “Suas vidas não correm perigo. Um já foi liberado e voltou para casa", acrescentou.
Além disso, ele ressaltou que, embora o alerta de mísseis tenha sido cancelado, a região se encontra "em estado de alerta máximo", pois "a ameaça de ataques com drones persiste". A cidade, capital da região, está localizada a cerca de mil quilômetros da fronteira com a Ucrânia.
“Esta última tentativa vil das Forças Armadas ucranianas de atacar nossa região é uma demonstração da malícia impotente de terroristas que, ao não conseguirem sucesso na linha de frente, tentam intimidar a população civil na retaguarda”, afirmou. “Essas provocações não nos abaterão, mas nos unirão ainda mais”, concluiu.
Por sua vez, o Ministério da Defesa russo confirmou a derrubada de 326 drones lançados pela Ucrânia contra várias regiões, bem como sobre as águas do Mar Negro e na península da Crimeia, anexada por Moscou em 2014, uma medida não reconhecida pela comunidade internacional.
O ministério indicou em seu comunicado que as interceptações ocorreram nas regiões de Moscou, Belgorod, Bryansk, Volgogrado, Voronezh, Kursk, Kaluga, Lipetsk, Nizhni Novgorod, Rostov, Ryazan, Samara, Saratov, Smolensk, Oryol, Tver, Tula, Ulyanovsk e Krasnodar, sem fornecer detalhes sobre vítimas ou danos.
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