Europa Press/Contacto/Salman Mohsen Alkhatib
MADRID 7 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades palestinas de Jerusalém Oriental denunciaram na madrugada desta sexta-feira que mais de meio centenar de palestinos ficaram feridos e cerca de 60 foram detidos em “uma ofensiva militar de dois dias” perpetrada por forças israelenses no campo de refugiados de Qalandiya e na localidade de Kafr Aqab, ao norte da cidade de Jerusalém.
“As forças de ocupação israelenses se retiraram do campo de Qalandiya e da localidade de Kafr Aqab, ao norte de Jerusalém ocupada, após uma ofensiva militar de dois dias que deixou dezenas de feridos e detidos e causou danos consideráveis à propriedade pública e privada”, denunciou a Prefeitura de Jerusalém nas redes sociais.
De acordo com os dados coletados pela Prefeitura, “as equipes médicas do Crescente Vermelho Palestino atenderam um total de 51 casos desde o início da agressão até a retirada das forças de ocupação”, incluindo “38 feridos por espancamentos que foram encaminhados a hospitais, seis feridos por espancamentos atendidos no local, um ferido por tiro de borracha e seis casos de inalação de gás lacrimogêneo.
“As forças de ocupação também realizaram uma ampla campanha de prisões e investigações no local, com mais de 60 palestinos presos, detidos ou interrogados desde o início da agressão”, acrescentou o órgão, que denunciou que as detenções também foram direcionadas “contra familiares de prisioneiros e mártires, como parte da política de punição coletiva”, e que “entre os detidos havia crianças e mulheres, e é provável que o número real seja maior”.
Além disso, a autoridade denuncia que “os ataques se estenderam a bens públicos e privados”: “As forças de ocupação demoliram sete lojas nas imediações do posto de controle militar de Qalandiya, além de demolir uma lavagem de carros, arrasar o pátio de uma casa e destruir o conteúdo de dezenas de residências durante as operações de busca”, afirmou, citando denúncias de saques em casas de famílias palestinas residentes na região.
“A Prefeitura de Jerusalém afirma que os fatos no local refutaram a versão israelense, que tentou justificar a agressão sob o pretexto de perseguir a suposta ‘infraestrutura terrorista’”, diz o comunicado, no qual a administração argumenta que, “pelo contrário, os fatos demonstram que o objetivo era subjugar e aterrorizar a população e impor o controle militar sobre o acampamento”.
Além disso, a Prefeitura situou a atuação das forças israelenses no contexto de “uma série de importantes projetos coloniais destinados a reconfigurar o mapa geográfico e demográfico da cidade”, incluindo um plano para “a construção de entre 7.000 e 9.000 residências” em um assentamento em Qalandiya, a criação de um tribunal militar e a construção de uma rodovia que “liga o norte de Jerusalém ao coração dos territórios ocupados em 1948 e passa ao lado do acampamento de Qalandiya”, entre outros.
“A Prefeitura de Jerusalém indica que a imposição de uma nova realidade militar na região visa criar o ambiente de segurança necessário para acelerar a execução desses projetos e consolidar o controle colonial sobre a parte norte da cidade”, denunciou em um comunicado no qual alerta para “uma política destinada a impor novas realidades no terreno, em preparação para a anexação e o isolamento da cidade de seu entorno palestino”.
Por isso, a autoridade “exorta a comunidade internacional e as Nações Unidas a cumprirem suas responsabilidades legais e humanitárias, adotem medidas imediatas para deter essas políticas, exijam que a ocupação assuma a responsabilidade pelas graves violações cometidas contra a população civil e garantam a proteção internacional do povo palestino e de suas instituições nacionais na Jerusalém ocupada”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático