Salman Mohsen Alkhatib/JNA via Z / DPA
MADRID, 19 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades palestinas condenaram nesta quarta-feira o “aumento implacável da violência” por parte de colonos e militares israelenses na Cisjordânia, onde foram registrados pelo menos 457 ataques contra a população local em apenas uma semana.
O gabinete do primeiro-ministro, Mohamad Mustafá, indicou em um comunicado que, durante esse período, ocorreram cerca de 75 ataques contra residências e estruturas de palestinos na região.
“Isso faz parte de uma escalada de violência, destruição e espoliação” contra a população palestina, destaca o texto, que foi publicado poucas horas antes de as forças israelenses terem atacado e detido vários palestinos em uma série de batidas realizadas na Cisjordânia durante a manhã.
As operações resultaram em mais de uma dezena de detidos e afetaram especialmente o campo de refugiados de Qalandia, localizado entre Jerusalém e Ramalá, onde um homem não identificado foi preso, segundo informações da agência de notícias WAFA.
Além disso, o Exército israelense prendeu outros dois palestinos, entre eles um jornalista, na cidade de Belém. A isso soma-se a hospitalização de um homem de 28 anos em Nablus, após ter sido ferido pelas forças israelenses.
No sul de Hebron, as forças israelenses prenderam outros oito palestinos e realizaram buscas em residências, além de estabelecerem postos de controle militar em toda a província. Em Tulkarem, por outro lado, outras duas pessoas foram detidas.
Enquanto isso, grupos de colonos israelenses continuam com o cerco a Qusra, ao norte de Nablús, pelo décimo primeiro dia consecutivo. A cidade continua completamente cercada depois que as forças israelenses assumiram o controle da mesma.
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