FUERZAS ARMADAS DE ISRAEL
Egito e Jordânia rejeitam o deslocamento da população de Gaza MADRID 1 fev. (EUROPA PRESS) -
O Coordenador de Atividades do Governo nos Territórios (COGAT), autoridade militar israelense responsável pelos territórios palestinos, realizou neste domingo o ensaio final para a iminente abertura da passagem de Rafah, que liga a Faixa de Gaza ao Egito. A abertura para a população poderá ocorrer nesta segunda-feira. “A passagem de Rafah foi reaberta apenas para a passagem de pessoas. Hoje está sendo realizado um teste para verificar e avaliar o funcionamento da passagem”, informou o COGAT em um comunicado.
O órgão esclareceu que “espera-se que o movimento de residentes em ambas as direções, entrada e saída de Gaza, comece amanhã”. A televisão pública israelense Kan informou, citando fontes, que os testes tiveram resultados “muito bem-sucedidos” após a passagem de ônibus e ambulâncias simulados transportados a partir da passagem de Kerem Shalom.
As novas instalações aparecem em imagens divulgadas pelas Forças Armadas israelenses e foram batizadas com o nome de Regavim. “Essas instalações melhorarão o controle de segurança na área”, onde os militares “verificarão a identidade de quem entrar com as listas aprovadas pela direção militar e realizarão inspeções minuciosas da bagagem”, explica.
Em direção a Gaza, os transeuntes deverão primeiro passar pelo controle de segurança egípcio, onde os guardas egípcios verificarão a identidade da pessoa e se ela está incluída nas listas do Shin Bet israelense. Em seguida, passarão pelo controle das autoridades palestinas e da União Europeia e, finalmente, por um controle israelense de várias portas com revistas corporais, raios X e verificação biométrica. Poderão retornar aqueles que fugiram da guerra, representantes da Autoridade Palestina e um número limitado de trabalhadores humanitários. Na direção oposta, em direção ao Egito, o caminho é inverso, embora teoricamente tenha menos requisitos: primeiro, eles deverão passar por um controle israelense com software de reconhecimento facial remoto dos militares israelenses, que abrirão a porta também de forma telemática, sem qualquer contato físico com os habitantes de Gaza.
Depois, há o controle das autoridades palestinas e da União Europeia para, finalmente, se registrar no controle egípcio, que só será superado se houver uma autorização expressa do Shin Bet israelense. Nesse caso, têm prioridade os doentes e pacientes e, depois, outros transeuntes poderão cruzar. EGITO E JORDÂNIA REJEITAM A MUDANÇA DOS GAZATENS
Perante a iminente abertura da passagem de Rafah, o presidente egípcio, Abdelfatá al Sisi, e o rei Abdalá da Jordânia expressaram a partir do Cairo a sua rejeição a qualquer tentativa de deslocamento da população palestina da Faixa de Gaza.
“Ambos os líderes reafirmaram a posição firme do Egito e da Jordânia contra qualquer tentativa de deslocar o povo palestino de suas terras”, informou o Ministério das Relações Exteriores egípcio em um comunicado.
Al Sisi recebeu Abdalá no Palácio Presidencial do Cairo e, após o encontro, acompanhou-o até ao Aeroporto Internacional do Cairo antes da sua partida de regresso à Jordânia.
A passagem está fechada desde 7 de maio de 2024, quando uma intensificação da ofensiva israelense em Gaza culminou com a tomada da cidade de Rafah por suas forças armadas, incluindo a passagem, o que levou à interrupção do tráfego de passageiros e da entrada de ajuda na Faixa. A intenção é retomar o funcionamento acordado no acordo de 2005 com a participação do Egito, da Autoridade Palestina e da União Europeia. O Egito lembrou que o plano do presidente americano, Donald Trump, prevê o movimento em ambas as direções, não apenas em direção ao solo egípcio.
As ONGs humanitárias vinham pedindo há meses a reabertura do posto, dada a situação crítica que enfrentam centenas de milhares de palestinos asfixiados pela falta de assistência e, segundo fontes locais palestinas, há cerca de 20.000 feridos e doentes com câncer que aguardam permissão para deixar a Faixa através de Rafá para receber assistência médica fora do enclave.
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