Europa Press/Contacto/Hashem Zimmo
MADRID 3 jun. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), denunciou nesta terça-feira que o último mês de maio foi o mais mortal para a população do enclave desde o início de 2026, com a morte de quase 120 pessoas, apesar do cessar-fogo entre Israel e o Hamas que entrou em vigor em outubro de 2025.
“Em maio de 2026, ocorreram 119 mortes de cidadãos, o número mais alto registrado desde o início deste ano”, informou a assessoria de imprensa do ministério nas redes sociais.
Nessa mesma publicação, o Ministério de Gaza alertou que, segundo os dados, “mulheres, crianças e idosos representaram 30% do total” das vítimas. Especificamente, o balanço inclui “19 crianças (16%) e 10 mulheres (8,5%)” entre os mortos durante o mês.
Este aumento no número de mortes marca uma tendência preocupante no enclave, onde o número de vítimas fatais desde a entrada em vigor do cessar-fogo chega, segundo o mesmo ministério, a 933, além dos 2.868 feridos registrados e dos 781 corpos recuperados desde então em áreas das quais as tropas de Israel se retiraram na sequência do referido acordo.
Da mesma forma, o balanço desde o início da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 — que deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço oficial — ascende a 72.942 mortos e 172.967 feridos.
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