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MADRID 27 fev. (EUROPA PRESS) - A tradutora iraniana Mahdié Esfandiari, condenada por apologia ao terrorismo após promover uma campanha nas redes sociais em apoio aos ataques de 7 de outubro de 2023 em Israel, foi colocada em prisão domiciliar pelas autoridades francesas para evitar risco de fuga.
Seu advogado, Nabil Boudi, anunciou que pretende recorrer da condenação e confirmou que o Ministério do Interior impôs uma “medida individual de controle administrativo” contra sua cliente, que a impede de sair de Paris e a obriga a se apresentar duas vezes por semana na delegacia, segundo o jornal Le Monde.
Esfandiari — que passou oito meses em prisão preventiva — foi condenada ontem por um tribunal de Paris a quatro anos de prisão, três deles suspensos, por apologia ao terrorismo; incitação direta ao terrorismo online; insultos por origem, etnia, nacionalidade, raça ou religião; e conspiração criminosa.
A mulher de 39 anos, que chegou à França em 2018, foi acusada de publicar mensagens em várias contas nas redes sociais sob o nome “Eixo da Resistência”, nas quais glorificava os ataques das milícias palestinas em 7 de outubro de 2023 em Israel.
A justiça francesa também impôs contra ela uma proibição permanente de entrar em território francês após cumprir a pena. Outros quatro homens, entre eles o ensaísta de extrema direita Alain Soral, também foram condenados no âmbito do mesmo caso.
As autoridades iranianas haviam expressado anteriormente seu desejo de trocar Esfandiari pelo casal de cidadãos franceses Cécile Kohler e Jacques Paris, condenados no Irã a 20 e 17 anos de prisão, respectivamente, por acusações de espionagem.
Tanto Kohler quanto Paris foram libertados no início de novembro de 2025, embora estejam sob prisão domiciliar na Embaixada da França no Irã. As partes realizaram recentemente conversas para uma possível troca de prisioneiros.
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