Publicado 12/05/2026 10:17

As autoridades anticorrupção da Ucrânia investigam o ex-chefe de gabinete de Zelenski por lavagem de dinheiro

Archivo - Arquivo - O chefe do Gabinete Presidencial da Ucrânia, Andriy Yermak
PRESIDENCIA DE UCRANIA - Arquivo

Andri Yermak estaria envolvido em uma trama de lavagem de dinheiro por meio de imóveis de luxo, em um caso relacionado à operação “Midas”, revelada no ano passado

MADRID, 12 maio (EUROPA PRESS) -

Os órgãos anticorrupção da Ucrânia voltaram a incluir em suas investigações o ex-chefe do gabinete presidencial e “braço direito” do presidente Volodimir Zelenski, Andri Yermak, desta vez no âmbito de um caso relacionado à lavagem de 460 milhões de grivnas (8,9 milhões de euros), por meio da construção de residências de luxo nos arredores de Kiev.

A agência anticorrupção da Ucrânia (NABU) e seu Ministério Público adjunto (SAPO) informaram que Yermak faria parte de um grupo organizado, do qual também fazem parte um ex-vice-primeiro-ministro e várias outras pessoas, entre elas um empresário envolvido na chamada operação “Midas”, relacionada a subornos em grande escala no setor energético e que acelerou a demissão do assessor de Zelenski.

A investigação sustenta que os envolvidos lavaram esses fundos obtidos de contratos com a estatal de energia Energoatom, por meio da construção de residências de luxo, uma delas reservada para Yermak, na localidade rural de Kozin, na província de Kiev, entre 2021 e 2025, em plena guerra com a Rússia.

A NABU informou que cinco dos sete suspeitos foram detidos no âmbito da investigação. A prisão dos outros dois não foi possível por se encontrarem fora do país; é o caso de Timur Mindich, líder do caso “Midas” e coproprietário da Kvartal 95, a produtora fundada junto com Zelenski em sua fase de comediante, antes de se tornar presidente da Ucrânia.

Quanto a Yermak, ele foi informado pelas autoridades sobre as suspeitas contra ele, como passo prévio à apresentação de acusações. Este novo escândalo que o envolve é uma ramificação do caso “Midas”, que surgiu em novembro do ano passado em meio à luta de Kiev contra a corrupção em suas instituições, o que vem prejudicando suas aspirações de adesão à União Europeia.

Mindich, segundo a investigação, atuava como principal responsável por uma rede que cobrava propinas dos contratados da Energoatom, a operadora estatal das usinas nucleares do país, no valor de 90 milhões de euros, e que contava com o apoio de vários cargos que na época integravam o governo de Zelenski, como os ministros da Energia e da Justiça, Svitlana Grinchuk e Herman Galushchenko.

Diante desses fatos, houve uma enxurrada de prisões e demissões, entre elas a de Yermak, que se tornara uma das principais figuras da Ucrânia durante a guerra, incluindo sua participação em encontros de alto nível, como a reunião fracassada com o presidente Donald Trump na Casa Branca, ou nas negociações de paz com a Rússia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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